A arte de amamentar

O primeiro leite que sai da mãe contém nutrientes importantes para a protecção do bebé

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Andrea Guilarte Rincón
aguilarte@correiodevenezuela.com

“Amamentar é uma acto sublime e de amor”, disse a médica Evelyn Niño. Segundo a especialista, dar de mamar é muito mais do que alimentar o bebé. Através do leite, o recém-nascido pode adquirir as defesas necessárias para evitar o contágio de algumas doenças, inclusive Niño definiu o processo como “a primeira vacina” que um bebé deve receber ao nascer.

A especialista diz ainda que dar de mamar não é um processo instintivo, a mãe tem de ter o apoio familiar, aprendizagem e muita paciência. Niño assinalou que amamentar correctamente requer conhecimento. Por exemplo, um bebé deve mamar pela primeira vez passada uma hora de ter nascido, “assim favorece-se o contacto entre mãe e bebé”. Para além disso, ressaltou as propriedades do primeiro leite que sai do seio materno. “Através do colostro (primeiro leite), a mãe transmite agentes imunológicos ao bebé, protegendo-o de doenças que possa contrair no meio ambiente.”

Passadas três horas do parto, o leite tende a sair mais rapidamente, pelo que o processo é mais cómodo e menos doloroso.

O processo
Niño desmentiu que um bebé deve ser alimentado a cada certas horas e comparou o processo com o ciclo de oferta e procura. “Se o bebé pede, a mãe produz”, disse, e ressaltou que é a melhor sucção do peito, o bebé beberá melhor leite, pois após os primeiros minutos de amamentação, a primeira coisa que sai é água com açúcar e não leite.

“Se há dor, é por falta de orientação, é uma mera dificuldade que pode ser resolvida”, advertiu.

Durante a sua intervenção, a médica desmentiu que dois bebés possam ser alimentados pela mesma mãe lactante, e indicou que o mais apropriado é que o processo de amamentar seja feito até aos seis meses, e depois acompanhar com algum tipo de alimento até aos dois anos, aproximadamente.

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