Altatribuna: «A consciência»

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Penso que a maioria de nós estamos numa espécie de «limbo», como que noutra dimensão, de modo a nos abstrairmos de tanta maldade, ressentimento, inveja, exclusão, injustiça e sofrimento. Como que o que se está passando não fosso connosco. Mas, desafortunadamente, é sim. As forças acumulam-se numa tentativa de manter-nos a «flutuar» nessa dimensão para que não no golpeie tão duro a realidade. No entanto, voltamos irremediavelmente a ela quando vemos todos os dias a verdade crua que nos fustiga desde há algum tempo. É uma mistura de fatiga, desconfiança, desespero e até raiva. Mas há um pormenor que crio importante ressaltar, a consciência está em toda a parte apesar de que não nos fixemos nela. Já sei que soa um pouco estranho, mas é assim. Normalmente andamos preocupados com situações, pessoas e pensamentos que ocupam as nossas vidas quotidianas. Somos conscientes de tudo isso, mas somos em relação à consciência? Creio que não muito. A maioria não reconheceríamos a consciência pura se esta se aproximasse de nós e nos estendesse a mão. E quando ocorrem eventos que não gostamos, temos duas opções: ou as aceitamos ou nos distanciamos, se está nas nossas mãos faze-lo. Se estamos suficientemente conscientes, sempre podemos reconhecer noutra pessoa esse professor que vem recordar-nos ou ensinar-nos algo de novo. Alguns surgem com lições que nos gostam, outros, com lições que não nos gostam. Mas que de ambas estamos obrigados a aprender e se aprendemos, poderemos compartir um momento difícil com uma pessoa que tem uma atitude optimista, serena e disposta a ressaltar o aspecto positivo da situação, permite-nos recordar que sempre somos nós quem escolhemos como vamos enfrentar e interpretar cada situação. Em todo o caso, devemos deitar a mão às nossas fortalezas para não desfalecer e entender que não há que se render nunca. Se assim o fizermos, o triunfo será nosso.

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