A igreja católica em Portugal

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Alberto João Jardim

A Igreja Católica teve e tem a coragem, que outros não, para, COM TRANSPARÊNCIA, punir os crimes imundos praticados por uns indivíduos que se aproveitaram de Nela inseridos.

A boa-fé não foi suficiente. Na medida em que uma certa inabilidade de Quem não tem a obrigação de saber «jogar» na selva actual da «comunicação», acabou por dar azo a que os diversos inimigos da Igreja Católica, numa campanha desenfreada, tudo tentassem para «confundir a árvore com a floresta».

Aproveitaram para manobras de diversão destinadas a esquecer, tanto quanto possível, como o Estado socialista português bateu no fundo.

Aproveitaram para «morder» a visita do Papa Francisco e o alto significado das Jornadas da Juventude, em especial o facto de Estas ocorrerem em Portugal.

Aproveitaram, sobretudo e mais uma vez para o desespero de não conseguirem apagar o que a Igreja Católica fez pela Humanidade em dois mil anos de História.

Aproveitaram para tentar diminuir ou ocultar, outra vez, a posição da Igreja Católica, nos tempos correntes, de defesa do Primado da Pessoa Humana, dos seus Direitos, Liberdades e Garantias cívicas, e a Sua Doutrina Social.

E a mesma «formiga branca» passou depois às Forças Armadas…

Para que fique claro este texto, assumo-me cristão de culto católico. E de conhecidas péssimas relações com clérigos e outros vigaristas que usaram a Igreja Católica para se servirem e darem expressão às suas frustrações ou complexos pessoais e sociais.

E como não sou anjola, vejo que certos grupos identificados «quanto basta», afirmam-se «de Igreja» com o intuito de A destruir por dentro.

Desde a Revolução Liberal do séc XIX, particularmente nos desvarios suicidas da República de 1910, a maçonaria, primeiro, o marxismo mais a partir do séc XX, procuram anular e destruir a intervenção Ética da Igreja Católica em Portugal.

Como também das Forças Armadas e das Universidades.

Por vezes aproveitando-se das ocasiões, na História, em que alguma Sua Hierarquia revelou dificuldade em compreender os «sinais dos tempos».

Assimilar os PRINCÍPIOS ÉTICOS ESSENCIAIS que a Igreja Católica hoje assume e procura difundir, para o Povo português é um baluarte contra todos os extremismos anti-democráticos, e necessário à implementação da Justiça Social.

O Bem que quotidianamente a Igreja Católica derrama em Portugal, desde os domínios da educação e da solidariedade social, aos da cultura, da saúde, do património e das Liberdades, é tão óbvio como é óbvio não ser possível exigir perfeição absoluta a qualquer iniciativa humana.

No 25 de Abril 1974 e anos seguintes, a Igreja Católica esteve na primeira linha e foi também decisiva na luta pela conquista da Democracia. E, na Madeira, também pela conquista da Autonomia Política.

Porém, no meu pobre entender, à Hierarquia de então, sucedeu Outra um pouco diferente, até entre Si.

Não percebi, ou talvez erro meu de avaliação, o porquê de, em vez de continuar o estímulo para que os Cristãos intervenham na vida política, apareceram algumas posturas grosseiramente desconfiadas da Política e dos políticos.

Desmotivando para a vida cívica e até evitando ou reduzindo discriminatoriamente na chamada dos Quadros que o Cristianismo possui em Portugal, felizmente ainda maioritários. Antes refugiando-se nalgum conformismo e passividade. Para acautelar os acordos com o Estado socialista, na Concordata?…

Como resultado, agora é ver os inimigos da Igreja Católica até a própria Concordata pôr em causa, aproveitando a conjuntura montada!…

Mais. Para espanto meu, vi o descuido da própria «comissão independente» (ninguém o é…) a também litigar com Quem nela fez fé!…

Que, de uma vez por todas, toda a Hierarquia da Igreja, em Portugal, perceba com quem pode contar, em vez de se deixar levar por certas figuras públicas com demonstrações beatas quando lhes convém, mas que, se também lhes interessar, metem facas nas costas.

Que o Bom Pastor, saído em busca da «ovelha tresmalhado», ao regressar ao «redil», de mãos vazias, ainda encontre o «rebanho»!…

  1. João Paulo II, a Quem os inimigos dos Direitos Fundamentais da Pessoa Humana não Lhe perdoam como tanto mudou o mundo, bem como o Papa Francisco, de Quem ainda espero um Reformismo maior, Ambos sempre apontaram caminhos em frente.

Como «em frente» foi também esta coragem da Igreja Católica de, com Transparência, radicalmente eliminar estes males internos.

Em Portugal, a Hierarquia da Igreja Católica não deve titubear ante os seus inimigos, perdendo-se numa inflação de desculpas por aquilo que outros, nas respectivas competências, não têm a coragem de assumir. Não parece certo, perpetuar-se a fazê-lo em nome de um Todo que não é culpado pelos malandros delinquentes ou encobridores que acolheu de boa-fé.

Nem a norma administrativa e transitória do celibato, da qual discordo, tem alguma coisa a ver com isto.

Trata-se de patologias individuais que nada têm com casar ou não casar. Que tanto acontecem na Igreja Católica, como acontecem em milhares de circunstâncias diferentes.

Dado este importante testemunho de CORAGEM e de TRANSPARÊNCIA, é tempo de, em Portugal, a Igreja Católica ser mais afirmativa e mais interveniente, desmentindo acusações de «cinzentismo» e sem fazer dos benefícios da Concordata, uma prioridade.

De novo atacada por vários lados, é tempo de lutar.

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