A imagem desta semana mostra o rei D. Manuel II, que nasceu no Palácio de Belém a 15 de Novembro de 1889, o último ano de reinado do seu avô Luís I. O padrinho foi o avô, o Conde de Paris. Faleceu a 2 de Julho de 1932 em Fulwell, Londres, Inglaterra.

Filho do monarca Carlos I de Portugal, ganhou, desde tenra idade, afinidade pela literatura, especialmente a portuguesa, mostrando, assim, um forte apego aos livros. A sua educação libertou-o de muitas responsabilidades políticas devido a que o irmão mais velho, Luís Felipe de Bragança, era o herdeiro ao trono, e Manuel não estava destinado a ser o rei. Estudou Latim, Alemão, História de Portugal, Literatura – francesa e inglesa -, Matemática e Religião.

No início do século XX, em 1903, Manuel, junto com a mãe e o irmão, visitou o Egipto, a bordo do Amélia, com o objectivo de conhecer mais sobre a civilização antiga.

Em 1907 começou a preparação para entrar na Academia Naval Portuguesa para continuar a sua carreira naval. No entanto, o seu reinado começou abruptamente em 1908, ano em que os radicais republicanos mataram a sua mãe, o Rei D. Carlos e o seu irmão mais velho, D. Luís Felipe, durante um desfile em Lisboa.

Na altura em que iam para o palácio, o carro da família foi atingido com tiros disparados por pelo menos dois homens, um deles era um ex-franco-atirador do exército. O Rei morreu instantaneamente, o príncipe Luís sucumbiu 20 minutos mais tarde e Manuel levou um tiro num braço. O novel Rei, que tinha pouca preparação política, forçou a demissão do primeiro-ministro, João Franco, e de todo o gabinete, em 1908. Imediatamente foram convocadas eleições livres.

A 14 de Maio de 1908, recebeu a condecoração de cavaleiro da Insigne Ordem do Toisón de Ouro pelas mãos do Rei Alfonso XIII de Espanha.

A revolução republicana arrancou a 4 de Outubro de 1910, com um pequeno movimento militar em Lisboa: Unidades da marinha de guerra bombardearam o palácio real a partir do estuário do Tejo. D. Manuel refugiou-se no Palácio de Mafra e fugiu para Gibraltar com toda a família real no dia seguinte. Uma vez ali, soube que as guarnições do Porto e do Norte de Portugal, tradicionalmente monárquicas, tinham aceite a recém-proclamada República. Foi para Grã-Bretanha e foi recebido pelo Rei Jorge V.

A 4 de Setembro de 1913 casou-se com a princesa alemã Augusta Victoria de Hohenzollern-Sigmaringen, no Castelo de Sigmaringen. A partir de lá, rejeitou a instabilidade da novel república, temendo que isso colocasse sob ameaça a independência do pais ou a conservação das colónias.

Faleceu a 2 de Julho de 1932 e não deixou descendência. Os direitos ao trono de Portugal passaram para a linha de D. Miguel I, na pessoa de D. Eduardo Nuno de Bragança, que passou a ostentar o título de Duque de Bragança. O Governo do Estado Novo permitiu que D. Manuel II fosse sepultado no Panteão dos Bragança, em Lisboa.

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