Altatribuna: «A indiferença»

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Atrás de raiva há muita dor. Atrás do silêncio há muito que dizer. Atrás da Detrás indiferença parece que não há nada. Mas há. Quiçá frustração, cansaço, decepção. É certo que algumas vezes o caminho pode parecer longo, mas mais longo será se não o percorremos. Em qualquer momento devemos começar a pensar nas bondades que decorrem de o fazermos, bem seja um curso, um tratamento, ir ao ginásio, ou a recuperação das liberdades perdidas na Venezuela, um país que poderia ser algum dia considerado do primeiro mundo. Mas para isso deve haver trabalho de equipa. Há conjuntos habitacionais onde a porta do estacionamento não funciona porque 2,3 ou 4 indivíduos trataram de a danificar para evitar assim pagar a quota de manutenção. Em consequência, todos os veículos encontram-se expostos aos delinquentes que nos encurralam. Este exemplo clássico ilustra-nos como é que um grupo se encarrega de baixar a qualidade de vida de toda uma colectividade. Este exemplo pode ser extrapolado para outras realidades em qualquer lugar do país e a outra face do assunto é que a colectividade permite isto porque não tem maneira de como resolver o problema, dado que é sabido que com as instâncias de poder não se pode contar. Acrescenta-se a isto a indiferença dessa colectividade que prefere tapar os ouvidos para não ser envolvida no caso. É possível que este seja o ingrediente mais letal numa sociedade porque corrói a esperança de uns poucos. A Venezuela, não desde agora, mas até onde posso recordar e pelo que li, tem padecido deste mal endémico desde há muitos anos e nada que aprende com as lições. É possível que seja o medo em confrontar a realidade que levou à paralisação. Mas um indivíduo com medo é capaz de qualquer coisa porque este é capaz de mover todas as fibras do corpo quando essa energia que produz se transforma em acção produtiva. E hoje é possível que esses tempos já tenham chegado.

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