Altatribuna: «A mesma história»

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Se há algo que ninguém pode negar é que ao longo da história, os regimes totalitários sempre careceram daquilo a que chamamos moral e ética. Chegam ao poder e mediante enganos e promessas. Depois instalam-se até que a morte lhes atinja por qualquer via. Geralmente pela menos imaginada e a menos desejada, porque pensam que podem “saltarse a la torera” dos desejos dos povos e os mandatos da história. Uma vez instalados deixam cair as suas máscaras. Rodeiam-se de acólitos incondicionais geralmente da mesma craveira: medíocres e parasitas. Semeiam a corrupção permitido que façam e desfaçam com dinheiro público sob a sombra protectora do estado enquanto eles se fazem de surdos. É uma conduta reiterada de todos os regimes. Mas repito, a história da humanidade tem demonstrado até à exaustão que nenhuma sociedade pode aguentar-se desta maneira. Simplesmente porque a corrupção é um cancro que gera metáteses rapidamente e os aldrabões nunca saciam a sua sede por dinheiro, pondo em risco o vulnerável poder que usurparam. É assim que apenas se apresenta uma oportunidade, o povo engrandecido, cheio de tanta mentira e abusos de poder, que vai pelas suas cabeças. A Venezuela, “terra de graça”, na minha humilde opinião, aproxima-se perigosamente deste momento difícil e cruel, mas aparentemente necessário, segundo algumas vozes dos conhecedores da política. Esta realidade é inegável e não pode ser escondida e nunca antes vista na história republicana do país. o regime actual oculta uma bomba já activada desde há tempo, com o seu ‘tic tac’ e tudo, que o defunto, responsável de todo este desastre, entregou nas mãos de quem hoje detém o poder. Apenas há que esperar a que expluda. Oxalá me engane, mas os sinais são inequívocos. O fim não pode ser outro que não o que todos sabemos: “Quem semeia ventos, colhe tempestades”. Isso foi justamente o que semearam.

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