Abertura faz da Madeira exemplo na integração

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Carlos Fernandes

Saber acolher, integrar e, sobretudo, não discriminar negativamente ninguém tem sido a marca deste Governo Regional liderado pelo Dr. Miguel Albuquerque. Um acolhimento que não se fica por aquele que é garantido aos Madeirenses que têm regressado para a sua terra nos últimos anos, mas, também, a pessoas de diferentes países que hoje escolhem a Madeira para viver, fazer a sua vida e criar raízes.

Sendo meritória, esta não é, todavia, uma tarefa fácil. Segundo os Censos de 2021, tínhamos mais de 10.500 estrangeiros a residir na Madeira, num aumento de mais de 8,9% em comparação ao ano de 2019, sendo a comunidade venezuelana aquela que lidera esta estatística, com 2.443 pessoas, isto devido ao grande fluxo de portugueses da Venezuela que regressaram, trazendo consigo muitos venezuelanos que, na sua grande maioria, são cônjuges de portugueses. Em segundo lugar, surge a comunidade britânica, com 1.220 pessoas e, logo depois, a comunidade brasileira, uma comunidade que tem vindo a crescer muito nos últimos anos, ultrapassando já os mil residentes na nossa Região.

Esta procura leva-nos a assinalar um indicador muito importante: os estrangeiros não têm deixado de optar pela nossa “Pérola do Atlântico”, considerando-a como um destino ideal para viver.

Ao contrário das discussões às quais temos vindo a assistir a nível nacional sobre como atrair pessoas para o País, aqui, na Região, temos seguido uma estratégia de integração com bons resultados, pese embora o SEF continue a ser um verdadeiro caos (supostamente agora sim vai ser extinto) com inumeráveis atrasos quanto às marcações, atribuições de residências e pedidos de renovação de residência.

Na Madeira, temos marcado a diferença. Continuamos, tal como sempre, a abrir os braços e a não deixar ninguém para trás, sejam cidadãos que nos chegam através dos vistos Gold ou simplesmente pessoas que querem recomeçar os seus projetos de vida e nos fazem escolha, neste cantinho do céu. Da nossa parte, como sociedade, temos de continuar este caminho, acolhendo de braços abertos, com humildade e simpatia, todos os que, ao nosso lado, querem levar as suas vidas em frente, precisamente porque somos uma terra onde temos sabido conviver com outros costumes, tradições e realidades.

Por parte do Governo Regional, temos a garantia de que a estratégia é para manter e reforçar, sempre com a mesma abertura ao mundo, reforçando o espaço que a Madeira já ocupa enquanto terra cosmopolita. Isto aplica-se, por exemplo, ao recrutamento de pessoas do estrangeiro para colmatar a falta de mão-de-obra que hoje se faz sentir em vários setores e que não encontra, na oferta regional, solução, necessidade essa que se tem vindo a intensificar devido à grande recuperação económica que temos evidenciado depois da pandemia.

A responsabilidade pela integração destas pessoas tem de ser um desígnio coletivo e não apenas dos políticos, é o nosso dever ouvir estas comunidades que hoje estão a fazer vida na Madeira, de modo a percebermos os seus anseios, as suas dificuldades e as suas preocupações e trabalharmos, em conjunto, para termos uma Região cada vez mais aberta às mudanças e disponível a romper paradigmas.

Note-se que não basta falar em inclusão para sermos uma sociedade integradora. Não é a nivelar por baixo ou a usar os discursos “dos coitadinhos” que chegamos lá. É através de políticas sérias que devemos apresentar, com qualidade, viradas para uma Região que tem de continuar a crescer como tem feito até agora.

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