Albuquerque: “Sempre que a Madeira se virou para o exterior teve sucesso”

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O Centro de Congressos da Madeira recebe ao longo do dia de hoje o Fórum Madeira Global 2022, naquela que é considerada a reunião magna das Comunidades Madeirenses, agregando mais de duas centenas de conselheiros.

Este ano subordinado ao tema ‘O Futuro das Comunidades’, este fórum foi criado pelo Governo Regional, há já 45 anos, com o propósito de dar voz às comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo, participando, também elas, nas políticas definidas pelo Executivo Madeirense. Na abertura está Miguel Albuquerque, que, após Júlia Ochôa ter entoado os hinos, de Portugal e da Madeira, foi o primeiro a intervir. O presidente do Governo Regional realçou, logo à entrada, que “é com grande satisfação que retomamos o fórum”, que esteve suspenso durante dois anos, por via da pandemia, precisamente o período em que “atravessamos a maior crise da Madeira”, lembrado, a título de exemplo, que a crise de 2009 fez recuar o PIB em 9% e que esta reduziu em 9%.

“Foi uma mobilização coletiva que exigiu muito de todos”, relevando “o espírito de solidariedade e coragem” entre outros atributos e registando a “ação do Governo”.

“Hoje estamos numa situação de retoma económica, todos os indicadores indicam isso, e em algumas situações ultrapassamos os indicadores pré-pandémicos”, registou. «Dedicaram parte do seu tempo, com prejuízo da vossa vida pessoal, à causa da região e do nosso povo”, disse Albuquerque aos conselheiros, lembrando que amanhã é dia de tomada de posse.

Albuquerque lembra que “a marca deixada é que sempre que a Madeira se virou para o exterior teve sucesso e sempre que se virou para o interior entrou em entropia”. “A nossa diáspora é a expressão do País no contexto mundial e a nossa diáspora é motivo de orgulho de Portugal. Onde está, tem sucesso, pela sua capacidade de trabalho e por saber sempre atravessar as dificuldades. Um dos nossos principais ativos é a nossa diáspora”, determinou. “A nossa diáspora é um dos principais ativos de Portugal”, destacou, e é esta sua leitura que o deixa confortável para abordar o futuro, tema principal deste fórum, numa altura de globalização e com o líder do Executivo Regional a ressalvar as ferramentas tecnológicas e as inúmeras oportunidades ciadas na economia digital.

“Podemos através da mudança para a digitalização da economia ganhar”, disse, assegurando que “nada vai ser como o passado, o mundo está a mudar a grande ritmo” atestando que “as grandes empresas mundiais hoje são todas digitais”. “Reforçar a presença no mundo através deste grande ativo que é a nossa diáspora”, é o grande desafio, disse, elogiando a Direção Regional das Comunidades e Cooperação Externa, criada em 2020.

A Paulo Cafôfo, o secretário de Estado das Comunidades Portugueses , a quem Albuquerque registou ser uma vantagem por ser madeirense, disse que “contamos consigo e com a sua colaboração no sentido de ajudar a resolver algumas questões que subsistem”, lembrando que o “que nos move é o bem comum”, especificando, entre os problemas para resolver, a questão das equivalências académicas.

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