As fotografias enganam?

A imagem física que tens de ti mesmo não corresponde à realidade. Como te vês no espelho ou num selfie não é como te veem os demais

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Ommyra Moreno Suárez

Não temos a aparência física que julgamos ter. Isto mesmo demonstra um estudo da Universidade New South, Austrália, a qual assinalava que o conhecimento da nossa aparência influencia diretamente na nossa autoperceção. Segundo o estudo, nem nas fotografias em que consideras que há maior parecença com a realidade há uma coincidência com a perceção dos outros. A nossa visão está distorcida, em maior ou menos medida. A má notícia é mesmo que a nossa mente nos visualiza muito mais atrativos do que na realidade somos. Segundo a ciência, somos mais feios do que acreditamos ser e por isso mesmo quase ninguém gosta de ser ver em fotos!

Quando pensas que ficaste mal numa fotografia, e não te reconheces com aquela imagem, fica sabendo que é assim que os outros te veem. A culpa de tudo isto é da nossa visão num espelho. O efeito de mera exposição é que faz com que prefiramos a nossa imagem do espelho, pois estamos familiarizados com ela mas não com a imagem em que nos identificamos na fotografia. Tudo isto também tem a ver com a simetria. Todos somos assimétricos e o nosso cérebro relaciona um maior grau de simetria com a beleza. Numa foto vemos claramente a nossa assimetria.

Contudo, a selfie é a exceção. Uma foto que nos fazemos a nós mesmos e com a que estamos felizes tinha que ter alguma coisa escondida. Não somos tão atrativos comos nos vemos nas nossas selfies. Em primeiro lugar, temos tendência para pensar que se nos tiramos nós mesmos a foto ficamos melhor… E, segundo o estudo referido, num selfie vemo-nos com um nível de atratividade maior.

Da mesma forma, os cientistas australianos asseguram que as pessoas que não nos conhecem mostram mais certeza do que nós mesmos na hora de escolher as fotografias que mais fielmente reproduzem o nosso aspeto real. No estudo, pediu-se a 130 estudantes para elegerem dez fotos suas do Facebook e classificá-las segundo refletiram em maior ou menor medida o seu rosto real. Num inquérito feito a 16 pessoas que não conheciam os estudantes, foi feita a mesma classificação comparando as fotos de Facebook eleitas pelos estudantes com duas fotos “reais” (uma com uma cara neutra e outra com uma expressão sorridente) tiradas durante a experiência.

Parece contraditório que uns estranhos que tenham visto a cara de uma pessoa durante menos de um minuto sejam chamado a nos avaliar no momento de tirar semelhanças. Contudo, apesar de que vivemos com o nosso próprio rostro diariamente, o conhecimento da nossa própria aparência tem um custo. As representações existentes na memória interferem com a nossa capacidade de eleger as imagens que representam fielmente o nosso aspeto atual», assinalou à revista ‘Science Daily’ David White, autor principal do estudo.

 

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