As tendências que marcam o outono/inverno 2021/22

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Com o final do verão é preciso começar a pensar no que se quer usar na rua quando as temperaturas baixarem no termómetro. As malhas não saem de cena e voltam alguns clássicos como os fatos dignos de alfaiate, os puffers ou as cores gritantes, tudo para um outono e inverno o menos depressivo possível. Mudam-se os tempos, mudam-se os cortes, as formas e as camadas de roupa, serão assim as estações frias.

Cores saturadas: apesar de os neutros se terem tornado o centro das atenções nas estações anteriores, rebentam agora as cores mais ousadas, que chocam e criam impacto nas estações frias que se querem saturadas — e muito. Amarelo canário, verde relva, vermelhão, fúcsia, azul cobalto, tudo isso e de preferência dos pés à cabeça. “Embora não precise de se separar das peças neutras no seu armário, vai definitivamente querer criar espaço para tonalidades mais vibrantes”, diz o Who What Wear sobre esta tendência. Funciona como uma espécie de terapia da cor para dias cinzentos.

Cut Out: peças recortadas ou com buracos, que deixam pele à vista. Poderá não ser a tendência mais friendly para ir trabalhar ou para quem é friorento, mas a verdade é que, apesar de já ter dado o ar da sua graça noutras temporadas, vai manter-se pelo menos neste outono/inverno. Decotes noutros locais além do peito, atilhos e mais atilhos e silhuetas elegantes: é o resultado de escolhas mais ousadas para este inverno.

Puffers ou kispos volumosos: vão regressar nas estações frias e ter novamente o momento deles. E quanto mais dramática for a peça — seja em cor ou em silhueta — melhor. Os acolchoados ganham mais espaço também, sobretudo por ter conseguido arranjar espaço nos armários de todos para aquelas caminhadas de confinamento. E o melhor é que vai continuar a ter espaço neste outono e inverno, e quem já apostou numa destas peças essenciais que a recupere agora.

Botas Chelsea modernas: não há calçada que resista a uma boa bota de inverno, e não vale a pena apostar em saltos por esta altura, é mesmo continuar a apostar as fichas todas nas botas com um estilo mais chunky que, além de confortáveis, compõem qualquer look. Quase todas elas assumem umas versões mais modernas da clássica bota Chelsea, agora reinterpretada em vários materiais, cores e comprimentos, seja para dar um apontamento de cor aos dias com nuvens — olá sola de borracha! — ou num estilo mais grunge.

Padrão floral: os padrões estão em todas as estações, todas as levas de tendências, só vão mudando os grafismos que fazem deles o elemento chave de muitos looks. Para os meses frios voltam a estar em cima da mesa e dentro do armário aquele floral romântico daqueles que foram populares ao longo das décadas de 70, 80 e 90.

Fatos: é ir com tudo no que diz respeito à alfaiataria, porque os fatos vão regressar em força nas próximas estações, dos mais clássicos e estruturados aos oversized e fluídos — estes últimos que dominam a próxima estação por explorar uma silhueta mais relaxada. São aposta segura para um regresso ao trabalho, seja ele mais formal ou descontraído, e há pouca margem para falhar. Com uma golinha alta por dentro é modelito vencedor, fica a dica.

Brilhos e lantejoulas: está na hora de o fato de treino com borboto se reformar e de voltarmos a apostar no que mais brilha no armário: as lantejoulas. Agora que já é possível sair, a pouco e pouco, do estado de hibernação social, mais vale aproveitar qualquer oportunidade que seja para sair em bom e tal e qual uma bolha de espelhos das saudosas discotecas. Um regresso ao trabalho cintilante é o que se pode fazer para evitar aquela depressão de segundas-feiras.

Malhas: se houve lição aprendida com a pandemia e todo o tempo passado em casa em confinamentos é que, quando dada a opção, as pessoas vão sempre escolher o conforto, sempre. E por isso é que as malhas ainda não deixaram as passerelles nem as montras físicas e online das marcas. Continuam firmes e hirtas nos armários, e quem ainda não as tem por lá a dica é simples: apostar na qualidade e na intemporalidade, com peças mais básicas que se tornam clássicos e perduram nas gavetas por longos anos.

Fonte: Observador

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