Associação dos Lesados do Banif reunirá ações de reclamações na Venezuela

Representantes do grupo de afetados chegam ao país nos primeiros dias de abril

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Uma comitiva da Associação dos Lesados do Banif (ALBOA), desloca-se à Venezuela com a finalidade de reunir ações de reclamação que serão apresentadas à Comisión del Mercado de Valores Mobiliarios (CMVM). Representantes do grupo chega às terras crioulas a 30 de março e permanece no país até 4 de abril com a finalidade de orientar os portugueses afetados que residem no país de Simón Bolívar.

A associação pretende realizar uma reunião, aberta a todos os afetados da comunidade luso-venezuelana, no dia 1 de abril, para a qual estão a juntar vontades para a organização e logística da iniciativa, assim como um lugar para a realização do encontro. «O objetivo é apresentar a associação, dizer que tipo de negociações existem neste momento com o Estado, explicar que tipo de trâmites estão a ser feitos pela associação e os seus advogados; e principalmente receber reclamações de cada um dos lesados para entregar à sede do CMVM. É muito importante conseguir o maior número de reclamações que comprovem a venda de produtos fraudulentos», explicou um dos representantes.

Os interessados em dar o seu apoio à associação e submeter a sua ação de reclamação deve, enviar um correio eletrónico para eventos@lesadosbanif.com.

Recorde-se que, recentemente, a Associação dos Lesados do Banif (ALBOA) anunciou que pretende entregar à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) cerca de mil reclamações e ia estender a ação à diáspora a partir do final de fevereiro.

«Em Portugal – estou a falar das regiões autónomas e continente – contamos recolher cerca de mil [reclamações de pessoas que se sintam enganadas pelo banco] para fazer o processo e depois, posteriormente, entregar à CMVM», disse o presidente da ALBOA no Funchal após uma reunião com lesados do Banif na Madeira.

Esta associação está a promover encontros com as pessoas lesadas «no sentido de informar que é necessário apresentar o máximo de reclamações junto da CMVM», explicou, tendo ocorrido o primeiro encontro nos Açores.

Além da reunião no Funchal e em Faro, realizaram-se encontros idênticos no Pico (19 de fevereiro), e em Faro, Lisboa e Aveiro (dia 20) e no Porto (dia 21), tendo o responsável anunciado que, «paralelamente, no final do mês, a associação está a organizar-se para ir à Venezuela» contactar os lesados naquele país.

«Será a primeira saída em termos da emigração» para realizar uma ação semelhante, sublinhou, apontando que a ALBOA dispõe de informação de que existem «cerca de mil lesados», reforçando que «falta ainda a África do Sul e os Estados Unidos da América».

Jacinto Silva complementou que «este processo vai avançar em duas fases», sendo a primeira em Portugal, com a «entrega dos processos à CMVM».

«Depois iremos fazer na diáspora e vamos reforçar estas entregas de reclamação», vincou.

O presidente da associação indicou que estas iniciativas visam «mostrar ao organismo [CMVM) que os produtos foram colocados de uma forma comercial agressiva» e «com práticas não corretas».

«Com esta ação queremos demonstrar junto da CMVM que uma coisa é o processo administrativo que possa estar inerente à subscrição e outra coisa foi a prática com que foi feita», destacou, opinando que «os produtos foram subscritos de voz e só depois foram feitas as documentações para regularizar os processos».

Jacinto Silva sustentou que a associação pretende que a «CMVM depois de analisar todas as reclamações que vão ser apresentadas tenha uma visão diferente do que tem tido até à data».

Também apontou as reclamações de lesados nos Açores ascendem a cerca de 400, devendo existir um número idêntico na Madeira.

A ALBOA representa cerca de 3.500 obrigacionistas subordinados do banco que perderam 263 milhões de euros no processo de resolução e venda da instituição financeira, os 4.000 obrigacionistas Rentipar (’holding’ através da qual as filhas do fundador do Banif, Horácio Roque, detinham a participação no banco), que investiram 65 milhões de euros, e ainda 40 mil acionistas.

A 20 de dezembro de 2015, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif com a venda da atividade bancária ao Santander Totta por 150 milhões de euros e a criação da sociedade-veículo Oitante para a qual foram transferidos os ativos que o Totta não comprou.

Continua a existir ainda o Banif, agora ‘banco mau’, no qual ficaram os acionistas e os obrigacionistas subordinados, que provavelmente nunca receberão o dinheiro investido.

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Editor - Jefe de Redacción / Periodista sferreira@correiodevenezuela.com Egresado de la Universidad Católica Andrés Bello como Licenciado en Comunicación Social, mención periodismo, con mención honorífica Cum Laude. Inició su formación profesional como redactor de las publicaciones digitales “Factum” y “Business & Management”, además de ser colaborador para la revista “Bowling al día” y el diario El Nacional. Forma parte del equipo del CORREIO da Venezuela desde el año 2009, desempeñándose como periodista, editor, jefe de redacción y coordinador general. El trabajo en nuestro medio lo ha alternado con cursos en Community Management, lo que le ha permitido llevar las cuentas de diferentes empresas. En el año 2012 debutó como diseñador de joyas con su marca Pistacho's Accesorios y un año más tarde creó la Fundación Manos de Esperanza, en pro de la lucha contra el cáncer infantil en Venezuela. En 2013 fungió como director de Comunicaciones del Premio Torbellino Flamenco. Actualmente, además de ser el Editor de nuestro medio y corresponsal del Diário de Notícias da Madeira, también funge como el encargado de las Comunicaciones Culturales de la Asociación Civil Centro Portugués.

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