Altatribuna: «Boa sorte, má sorte»

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Nas minhas conferências e workshops utilizo com frequência abundantes exemplos e analogias para explicar o tema que trato. Quando me refiro que, ordinariamente, o faço quase por obrigação, na situação reinante no país, não deixo de assombrar-me com as estatísticas. Em cada 10, quase 10 estão de acordo comigo em que isto que nos ocorre é devido em grande medida aos insensíveis e aos indiferentes: não me meto em política, não gosta falar disso e outras respostas parecidas. Quando alguém, muito poucos por certo, se referem ao assunto nestes termos, é porque apoia os que desancaram o país. E dá-lhe vergonha que possamos identifica-los como cúmplices da rota que segue a nação. O silêncio também é uma forma de cumplicidade que merece especial atenção. A tragédia que vivemos poderia parecer uma bênção, boa sorte, se nos acercamos ao mesmo facto de que esses indiferentes, só se sensibilizarão uma vez que sejam “tocados pela desgraça”. Qualquer que esta seja. Um sequestro, um resgate, um despedimento injustificado, a morte de um familiar pelas mãos de criminosos, por não receber o devido atendimento num hospital, um assalto à sua casa ou roubo do veículo, a negação de um pedido merecida, o minguado orçamento que não chega para cobrir os gastos mais elementares, ou qualquer outro dos males deste sistema demasiado corrupto e cínico. O mau do assunto, má sorte, é que não está bem que paguemos justos por pecadores. A boa e a má sorte sempre vão de mãos dadas. Neste momento, seguramente podemos recuperar as liberdades perdidas e somar outras que nos foram negadas pelos parteiros do defunto: os ‘adecos’ e os ‘copeyanos’. Estou convencido de que as casualidades não existem. Há que “morder o pó” e “comer um sola”, todos sem excepção para poder compreender que com este regime não conseguiremos jamais melhorar a nossa qualidade de vida. A solução está cerca.

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