Cafôfo: “Hoje, as comunidades estão envelhecidas e empobrecidas”

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Paulo Cafôfo, secretário de Estado das Comunidades apresentou-se à plateia do Fórum Madeira Global 2022, no Centro de Congresso da Madeira, “com muito orgulho de ser madeirense”.

Cafôfo que já havia sido confrontado com reivindicações regionais, por intermédio de Miguel Albuquerque e Rui Abreu, acerca das ligações das TAP, da necessidade de reforço das redes consulares, reformulação do Programa ‘Regressar’ e alteração da lei eleitoral.

“Os portugueses levam Portugal ao Mundo, mas também trazem o Mundo a Portugal”, enfatizou notando que os emigrantes “são um ativo estratégico e não estão à margem das políticas do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a que se reporta as Comunidades».

Lembrou que entre as comunidades, as madeirenses “são as mais significativas”, relevando as várias dimensões que dão ao País, lembrando que “são cinco milhões de portugueses espalhados pelo Mundo”.

Paulo Cafôfo referenciou que “não vim aqui apenas deixar algumas palavras de circunstâncias», especificando os seis principais desafios a curto prazo da Diáspora. Em primeiro lugar, colocou a “participação política e exercício da cidadania. Temos que reforçar a participação porque e reforçar representatividade, também ao nível de fóruns. E aqui há grandes desafios no sentido de melhora o sistema eleitoral, mas também de podermos refletir e traçar um caminho para que madeirenses e açorianos possam ter participação direta nas eleições dos seus locais de origem”.

Cafôfo elencou depois “a cooperação institucional. Onde não pode haver matéria de guerrilha é nas comunidades”.

Congratulou-se por tanto na Madeira, como nos Açores as Comunidades se reportarem diretamente à presidência dos respetivos governos regionais, mas convocou também as autarquias para esta questão.

Mais: “É preciso incentivar esse investimento de cooperação também no que diz respeito ao estudo sobre a diáspora, em que o Governo Regional irá elaborar um plano estratégico das políticas da Diáspora, que não pode ser feito sem os envolvimentos dos respetivos governos regionais”, pedindo a colaboração da Quinta Vigia nesta matéria.

A ligação às comunidades e o seu associativismo foi também uma questão abordada, tal como a TAP, que voa já para Caracas, com Cafôfo a vaticinar que em breve o possa também fazer para a África do Sul. Falou ainda da necessidade de apoiar os órgãos de comunicação social das Comunidades e na “capacitação social”. Aqui, relevou que “hoje, as comunidades estão envelhecidas e empobrecidas. É algo que temos que encarar e que necessita de uma intervenção do estado. Temos dois programas de apoios que, por exemplo, na Venezuela, vai já em 1,5 milhões de euros, mas é precisos mais”, salientou. Reformulação da rede consular e maior capacidade de atração de investimento, foram áreas também focadas.

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