Cavaco Silva distinguiu três personalidades da emigração

Ronald DePinho, António Pargana e Pedro Gadanho têm se destacado nas respectivas áreas profissionais

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CORREIO/LUSA

O Presidente de Portugal, Cavaco Silva, condecorou, segunda-feira, 21 de Dezembro, no Palácio de Belém, Ronald DePinho, António Pargana e Pedro Gadanho, três personalidades da diáspora portuguesa que se têm destacado nas respectivas áreas profissionais.

Ronald DePinho, agraciado com a insígnia de comendador da Ordem Militar de Sant’Iago de Espada, é presidente do Centro de Cancro MD Anderson da universidade do Texas, em Houston, Estados Unidos, desde Setembro de 2011. O centro é internacionalmente reconhecido pela pesquisa fundamental e transnacional em cancro.

António Pargana, radicado em São Paulo, no Brasil, empresário e investidor, tem actuado na área do comércio externo desde 1975. Em 1994 fundou a Cisa Trading S.A., uma das maiores empresas de comércio internacional do Brasil, e  recebeu a insígnia de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Pedro Gadanho, condecorado com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique, é arquitecto, curador e escritor. Esteve estabelecido vários anos em Nova Iorque, onde assumiu o cargo de curador para Arquitectura Contemporânea no Departamento de Arquitectura e Design do Museu de Arte Moderna (MoMa) em Nova Iorque, tendo regressado a Portugal para assumir as funções de director de programação do Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT) da Fundação EDP.

Os três condecorados participaram no Conselho de Diáspora, que decorreu na terça-feira, 22 de Dezembro.

«António Pargana, um algarvio como eu e que não esquece as suas raízes (…) não investe apenas no Brasil, investe também em Portugal, na sua terra natal, onde tudo começou», disse Cavaco Silva.

Em resposta, e após a entrega das insígnias respectivas, os três membros do Conselho da Diáspora fizeram breves discursos, com o presidente do Centro de Cancro MD Anderson, que se exprimiu em inglês, a manifestar o orgulho de ser filho de imigrantes portugueses nos EUA, provenientes da região de Ovar, e a sublinhar que, após o «espírito pioneiro» dos portugueses que «descobriram os mistérios da terra» na saga dos descobrimentos, «hoje os grandes mistérios são os da saúde e biologia, e reconheço-me na minha herança portuguesa como um investigador dos mistérios da biologia» e que interessam à humanidade.

O empresário António Pargana optou por citar Fernando Pessoa, «Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce» e recordou ter «exultado» aos 25 anos com a «revolução dos Cravos» e depois ter-se visto aos 26 anos sem emprego «e sem vislumbrar o futuro», numa breve alusão introdução ao seu percurso posterior, primeiro em África e depois no Brasil, onde vive há 40 anos.

«A diáspora portuguesa é uma força que pode contribuir muito para o desenvolvimento económico e social de Portugal e da sua gente (…) pode ajudar a criar estratégias para que as empresas portuguesas penetrem com sucesso nos mais diferentes mercados, pode participar nos investimentos em Portugal e qualquer governo português deveria colocar como seu objectivo permanente atraí-la para essa missão», defendeu.

Na última intervenção, Pedro Gadanho destacou ter regressado a Portugal «com o sentido de que poderia continuar a fazer cá aquilo que sempre tentou fazer nos lugares pode onde passou». O arquitecto desejou ainda que este seu regresso «possa acontecer para muitos mais a seguir a mim».

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