Christian Nunes: um Mister Venezuela de origem madeirense

Em declarações ao CORREIO, o desenhador gráfico de 24 anos lembra que, desde cedo, se interessou pela indústria da moda

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Fotos: Cortesia

Ommyra Moreno Suárez 

Depois de ter desmaiado no estúdio 1 de Venevisión, devido ao stress do evento, Christian Nunes acabou por se consagrar, no dia 10 de junho, como Mister Venezuela 2017 e como “Melhor Corpo” da competição, impondo-se sobre LuisMarrero, primeiro finalista, e AdriánMenghini, segundo finalista. «Quero trabalhar para a minha Venezuela querida e demonstrar que, com dedicação, podemos atingir as nossas metas sempre, pois quando se cultivam com honestidade e esforço e a mão de Deus, é possível», foram estas algumas das palavras que expressou o jovem poucas horas depois do concurso.

Em declarações ao CORREIO, o desenhador gráfico de 24 anos lembra que, desde cedo, se interessou pela indústria da moda. «Quando tinha 17 anos, tinha acabado o colégio e fez um casting e não pôde participar por ser menor de idade. Depois, quando estudava desenho gráfico, fazia de modelo de tese para as miúdas de desenho de moda, pela estatura e o porte. Então, foi por isso que decidi preparar-me para participar. Este ano fui ao casting, fui selecionado, participei e fui vencedor», explica.

Embora descreva a experiência como “indescritível”, também confessa que a preparação exige muita experiência. «Foi uma experiência indescritível, o que aprendes e a formação integral que te dão é única, sinto-me afortunado por ter tido tal experiência. O maior desafio foi manter um bom corpo e uma excelente condição física, havia muitos candidatos bem preparados nesse aspeto», comenta.

Considerado “o homem mais atrativo do país”, Nunes assinala que sente que este é um grande compromisso e não descarta a possibilidade de experimentar a sua sorte no mundo do espetáculo, especificamente em atuação e animação. «Esta oportunidade oferece muito apoio no que quero para o meu futuro, que é pertencer ao mundo do espetáculo e entretenimento. Oferecem-me a formação adequada para poder conseguir os meus objetivos. Quero continuar com a minha formação como ator e animador, que são duas facetas nas quais quero enveredar e nas que me identifico», confessou.

Para o lusodescendente, filho e neto de madeirenses, naturais de Câmara de Lobos, é um orgulho fazer parte da comunidade luso-venezuelana e explica que os valores adquiridos em casa têm sido fundamentais para o que tem conseguido. «Ser lusodescendente é um orgulho por ser sinónimo de luta e trabalho. A persistência, dedicação e perseverança foram valores fundamentais incutidos pelos meus pais e que têm funcionado até agora e espero que continuem a funcionar», disse. De Câmara de Lobos, ilha da Madeira, destaca a irmandade dos seus povoadores e a união entre os emigrantes na Venezuela. «Nas festas com as pessoas de Câmara de Lobos, sentimo-nos em família e mesmo que estejas com pessoas que só tenhas visto nesse dia sentes que os conheces toda a vida. Definitivamente, o valor mais representativo é a persistência da gente que emigrou para a Venezuela desde Portugal. Veio focada no trabalho e para ajudar um país a progredir. E ainda hoje em dia se pode ver o trabalho e os frutos de todos esses portugueses que vieram para a Venezuela e a acolheram como a sua segunda pátria», garantiu.

Respostas curtas

Um prato: Milho

Uma canção: Bailinho

Uma celebração: A Virgem de Fátima

Uma frase: O melhor sai da ilha
Um lugar: Madeira

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