Ciudad Bolívar quer organizar encontro madeirense

Grupo Folklórico de la Casa de Portugal de Ciudad Bolívar pronuncia-se contra possível organização da competição noutra cidade

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Só passou um mês desde que o CORREIO publicou a notícia da possível realização do XX Encontro de Folclore Madeirense da Venezuela, durante o mês de outubro, em local diferente do programado. Perante esta informação, avançada por David Otero, Diretor de Cultura do Centro Social Madeirense de Valencia e membro do grupo folclórico da referida casa, os representantes do Grupo Folclórico da Casa de Portugal de Cidade Bolívar, Estado de Bolívar, asseguraram que não iam renunciar ao seu direito de organizar a nova edição de competição, consoante compromisso assumido a 3 de novembro de 2013.

Bernardo Aguiar, diretor do grupo, assegurou que as suas intenções têm sido claras desde o início. «Nós assumimos o compromisso desde o início, quando assistimos ao festival que teve logar em San Juan de Los Morros. De facto, realizamos reuniões organizativas em duas ocasiões: uma em Caracas e outras em Maracay. Na primeira, os grupos presentes falaram de diferentes obstáculos como as paletes de qualidade, a insegurança e o custo dos transportes e alojamento. Da mesma forma, na segunda reunião, os representantes dos grupos expuseram a necessidade de atrasar o encontro por este coincidir com o festival continental e as eleições», argumentou Aguiar.

«Sabemos que alguns grupos propuseram a fazê-lo noutra parte do país, mas nós somos contra isso, pois é um direito que nos assiste. Queremos que seja aqui porque cada vez que fazemos um encontro ou festival, onde quer que seja, nós sempre procuramos uma forma de assistir quando está dentro das nossas possibilidades, pelo que nos parece justo que os restantes grupos também se desloquem até a nossa cidade. Ainda, há muito tempo que queremos trazer este tipo de encontros para o nosso estado, pois temo suma comunidade portuguesa numerosa e que quer desfrutar deste tipo de iniciativas. É o que merecem as pessoas e os cidadãos de Ciudad Bolívar. Um evento como esse para a nossa comunidade, que tem atravessado momentos difíceis depois das pilhagens”, sancionou.

Por sua vez, Alice Da silva, folclorista que acompanha Aguiar na missão de dirigir o grupo, assegurou sentir-se incómoda porque os tratam como os “patinhos feios”. «Nós somos mais portugueses e mais disciplinados que muitos outros. Estamos a lutar por algo e eles só o querem para isso. Sabemos que os estatutos são serem cumpridos, mas também entendemos que vivemos numa Venezuela difícil. Como tal, nós não vamos ceder ao nosso direito de organizar o encontro e muito menos vamos desistir», assegurou Da Silva.

«Estamos convencidos de que temos a capacidade de organizar um Encontro de qualidade. Já organizei o Festival Português e o Encontro Madeirense, pelo que temos experiência. Já expressamos isso aos outros grupos: não precisamos de ajuda monetária, mas apenas que venham ao Encontro Madeirense e que partilhem connosco. Estamos dispostos a coordenar uma data em que possam vir a maior quantidade de grupos, tudo em benefício do nosso folclores, as nossas tradições e a continuidade do Encontro», finalizou.

Recorde-se que os grupos folclóricos reuniram-se no domingo 12 de fevereiro no Centro Social Madeirense de Valencia para organizar o Festival de Folclore Português de Venezuela. No local, acordaram que na próxima reunião de grupos, que tem lugar no próximo mês de abril, realizarão um novo sorteio entre os grupos que desejem receber o Encontro Madeirense, com a finalidade de não deixar morrer a tradição e assegurar a continuidade do folclore madeirense em terras de Bolívar. Ainda, decidiram não realizar o Encontro Continental em 2017, devido aos custos elevados que implica a assistência dos grupos às outras competições.

O XIX Encontro realizou-se na cidade de San Juan de Los Morros, Estado Guárico, organizado pelo Rancho Folklórico Costumbres y Tradiciones de Portugal, sendo vencedor o Grupo Folklórico Amizade de la Casa Portuguesa de Maracay, Estado de Aragua. No local, durante o sorteio do grupo organizador do próximo ano, Ciudad Bolívar foi selecionada e desde então espera-se que seja anunciada a data.

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Editor - Jefe de Redacción / Periodista sferreira@correiodevenezuela.com Egresado de la Universidad Católica Andrés Bello como Licenciado en Comunicación Social, mención periodismo, con mención honorífica Cum Laude. Inició su formación profesional como redactor de las publicaciones digitales “Factum” y “Business & Management”, además de ser colaborador para la revista “Bowling al día” y el diario El Nacional. Forma parte del equipo del CORREIO da Venezuela desde el año 2009, desempeñándose como periodista, editor, jefe de redacción y coordinador general. El trabajo en nuestro medio lo ha alternado con cursos en Community Management, lo que le ha permitido llevar las cuentas de diferentes empresas. En el año 2012 debutó como diseñador de joyas con su marca Pistacho's Accesorios y un año más tarde creó la Fundación Manos de Esperanza, en pro de la lucha contra el cáncer infantil en Venezuela. En 2013 fungió como director de Comunicaciones del Premio Torbellino Flamenco. Actualmente, además de ser el Editor de nuestro medio y corresponsal del Diário de Notícias da Madeira, también funge como el encargado de las Comunicaciones Culturales de la Asociación Civil Centro Portugués.

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