Clubes luso-venezuelanos reativam Feceporven e elegem nova direção

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Dirigentes de vários clubes luso-venezuelanos decidiram reativar a Federação de Centros Portugueses da Venezuela (Feceporven) por considerarem que é importante para promover a cultura lusitana no país, disse hoje o organismo à Lusa.

Como primeiro passo para a reativação da Feceporven, fundada em 1999 e paralisada há cinco anos, foi eleita uma nova direção para os próximos dois anos, que terá como objetivo retomar as atividades e recuperar o tempo perdido, explicou fonte da nova direção.

«O nosso trabalho será continuar com aquilo que estava a ser feito, promover o desporto e a cultura [portuguesa]. Nesse sentido, vamos voltar a organizar os jogos da Feceporven, os festivais da canção e de folclore e muitas outras coisas», disse o novo presidente David Alcaría .

De acordo com o responsável, as eleições tiveram lugar em 26 de fevereiro e a direção está a ponderar «trabalhar noutros aspetos» para diversificar e atualizar a Feceporven. Avançar com «uma reforma estatutária, para que todos os clubes (luso-venezuelanos) tenham uma maior participação» naquele organismo, é um dos objetivos.

«Já temos uma nova direção. O nosso objetivo é voltar [a ter] o mesmo dinamismo. Há muito entusiasmo e tenho recebido o apoio dos clubes que fazem parte da federação. É ótimo saber que conto com o apoio total desses clubes», disse.

David Alcaría explicou ainda que a Feceporven «esteve aproximadamente cinco anos paralisada, porque no ano de 2016 houve uma impugnação das eleições e depois surgiu a pandemia» da covid-19 e, por isso, não realizou «nenhuma atividade, porque tinha que eleger uma nova direção, o que já aconteceu».

«Agora é pôr mãos à obra, trabalhar e continuar o trabalho que fizeram os anteriores presidentes da federação», frisou.

Segundo David Alcaria, a Feceporven tem atualmente 15 centros luso-venezuelanos afiliados. No entanto, a direção quer perceber se outros clubes que fizeram parte da Feceporven no passado continuam de portas abertas.

«Sabemos que em Maracaibo e Cabimas [oeste] e em Los Valles del Tuy [sul da capital Caracas] há situações particulares. Eram clubes que faziam parte da Federação, mas perdemos o contacto com eles e queremos ir ao encontro deles, saber se precisam do nosso apoio, neste caso do apoio do Governo português para o associativismo, para que possam continuar com as suas portas abertas», explicou o dirigente.

David Alcaría explicou ainda que a Feceporven quer reunir-se com a direção do Centro Português de Caracas, «porque não faz parte da Federação, mas tem participado nos jogos nacionais» organizados no passado.

«Gostava de dizer que estou muito entusiasmado e temos muita vontade de trabalhar. Queremos que a Feceporven volte a ser o que foi no passado e melhorar ainda mais», frisou o novo presidente, que também lidera a Casa Portuguesa de Arágua.

José Francisco Rodríguez, presidente do Centro Luso-Larense de Barquisimeto [estado de Lara] assumiu a vice-presidência. Fernando Costa, presidente do Centro Marítimo da Venezuela, é o novo secretário para as atas e correspondência. A tesouraria será liderada por Manuel Moniz, secretário juvenil da Casa Portuguesa de Arágua, e o presidente do Centro Português Venezuelano de Guayana, José Ferreira Costa, terá como responsabilidade as relações-públicas da Feceporven.

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