Colégio San Agustín de El Paraíso associa-se ao Instituto Camões

A afamada instituição de ensino promove classes de português desde há quatro anos

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A Embaixada de Portugal na Venezuela e o Colégio San Agustín de El Paraíso firmaram um acordo de associação/adesão, na passada terça-feira, 14 de Abril, que permite a esta instituição de ensino educativa interagir ao Instituto Camões da Cooperação e da Língua.

O acordo foi celebrado na sede diplomática, com a presença do Embaixador Fernando Manuel de Jesus Teles Fazendeiro, o Coordenador de Ensino do Instituto Camões para a Venezuela, Rainier Sousa, o reitor do Colégio San Agustín, o Padre Francisco Javier Herrero, a Coordenadora do Curso do Idioma Português neste colégio, Nelida de De Sousa, e David Pinho, Coordenador geral do idioma português neste país.

As classes de português no Colégio San Agustín que são leccionadas desde há quatro anos, actualmente por quatro professores, de segunda a sexta-feira, depois das quatro da tarde, e aos sábados como uma actividade extracurricular. Entre crianças, jovens e adultos, contam no total com 170 estudantes.

A escola iniciou um programa piloto intitulado “Português a Brincar”, que visa ensinar o idioma português a crianças menores de seis de idade, que aprendem durante os horários acima mencionados. “Não é o mesmo começar aos quatro anos e aos oito. Há uma maior capacidade de aprendizagem. Assim, vamos ter no futuro uma melhor qualidade no nosso idioma no futuro”, comentou David Pinho.

Um dos objectivos é que os alunos não só aprendam a falar língua lusitana, mas também prepara-los para que, caso estejam interessados, possam estudar idiomas ao nível universitário. O responsável deu como exemplo a Escola de Idiomas da Universidade Central da Venezuela, onde existe a opção de estudar português. “Se continuarmos a ter mais crianças inscritas, vamos ter que meter mais professores a dar aulas. Não se ficam por apenas um ciclo, pois é necessário que façam dois ou três vezes para falar bem o português”, acrescentou o docente.

O Embaixador de Portugal na Venezuela, Fernando Manuel de Jesus Teles Fazendeiro, destacou a importância da colaboração de todas as partes envolvidas. “As entidades venezuelanas colaboraram connosco na Feira Internacional do Livro da Venezuela e é importante o nexo com as escolas, editoras, entre outras, para que haja fluidez”, observou.

A coordenadora Nélida De Sousa ressaltou a importância da variedade nos livros. “Não é só os livros de textos e dicionários que servem para aprender um idioma. Também é necessário as novelas, os contos, os de cultura, entre outros, pois com as crianças há que se ter variedade”. Ao que Pinho acrescentou: “Até jogos como ‘Quem quer ser milionário?”.

Nos dois últimos cursos (2012-13 e 2013-14), os estudantes elaboraram uns livros como trabalho final, os quais possuem uma elegância muito particular, como se fossem de séculos passados e guardassem recordações muito antigas. Um deles conta a história de Santo António. “Está bem, está bem. É de Santo António de Lisboa. Como sou lisboeta, sou especialmente sensível”, brincou Teles Fazendeiro. Na ocasião, um responsável do colégio ofereceram ao Embaixador uns livros relacionados com temas agostinianos.

O Colégio San Agustín de El Paraíso é uma de muitas instituições que já se associaram ao organismo português. “Isto tem valor porque o Instituto Camões permite aos luso-venezuelanos e venezuelanos sem raízes portuguesas aceder a mais informação sobre o nosso país. Também significa um maior leque de possibilidades para os jovens”, expressou o Embaixador.

David Pinto “Número de alunos tem aumentado todos os anos”
“Há quatros anos Nelida de De Sousa conversou com o padre Javier Herrero e o padre Domingo sobre a importância de iniciar o projecto do Curso de português na instituição. As suas respostas foram positivas, pelo que Nélida pediu-me o apoio como coordenador geral do idioma Português. Já passaram quatro anos e aqui vamos crescendo cada dia” comentou, Pinho.

O apoio da Embaixada de Portugal tem sido vital para o crescimento do ensino do idioma português no país. “Sempre temos tido uma relação directa com o Embaixador e agora que está o Rainier, temos uma relação mais estreita ainda. Todos os anos temos aumentado o número de estudantes entre, entre 30% a 40%. Agora com as crianças vamos continuar a crescer. Estou muito contente por isto porque se mantemos as tradições portuguesas no colégio, e espero que seja exemplo para outras escolas e que dentro de quatro anos, já tenhamos pessoas a realizar o exame do Instituto Camões. É positivo”, disse.

Rainier Sousa: “São um exemplo de que se pode avanças com o português nas escolas venezuelanas”
Visivelmente satisfeito como passo dado pelo Colégio San Agustín de El Paraíso, Rainier Sousa fez questão de destacar que a instituição é “um exemplo de que se pode avançar com o português nas escolas venezuelanas. Além do empurrão dado por David Pinho, o entusiasmo que se vê no senhor director do colégio e com o apoio de Nélida. Oxalá mais colégios se interessem por este tipo de coisas”, disse.

O coordenador de ensino do Instituto Camões está satisfeito mas considera que se pode fazer muito mais. “Vamos passo a passo. Não se pode correr mais do que a força o permite. As pessoas estão entusiasmadas. Agora há que tratar da criação da Associação Venezuelana para o Ensino da Língua Portuguesa, e isso está para as próximas semanas e espero apresenta-lo. O presidente é o professor David Pinho. Há várias outros pessoas, incluindo eu. Queremos dar peso ante a sociedade venezuelana com uma associação venezuelana, e que se sintam que isto é um projecto sério”, concluiu.

[pull_quote_center]Destacado:
Rainer Sousa: “Eles são o exemplo de que se pode avançar com o português nas escolas venezuelanas”
Embaixador Teles Fazendeiro: “É importante a ligação com as escolas, editoras, entre outras, para que haja fluidez”[/pull_quote_center]

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