Comércio de portugueses saqueado

Os tumultos na capital venezuelana fizeram estragos em propriedade de madeirenses

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Várias padarias de portugueses na zona de Los Teques, estado de Miranda, na Venezuela, foram saqueados durante a madrugada da sexta-feira 14 de abril. Uma série de manifestações deu sequência à reacção popular dos últimos dias.

Mientras que el Gobierno Nacional asegura que los saqueos y violencia proviene de la oposición, dirigentes opositores afirmaron que provinieron de colectivos armados oficialistas y cuerpos de seguridad. En total se originaron assaltos e destruição em pelo menos 15 estabelecimentos, três dos quais de proprietários portugueses: a Padaria La Ponderosa, a Padaria Flor del Tambor e a Padaria do Centro Comercial Paseo Mirandino.

Vários portugueses confessaram ao CORREIO em Los Altos Mirandinos estar preocupados ante a onda de protestos e a violência que se gerou em especial desde 6 de Abril, quando um jovem venezuelano de 19 anos, foi assassinado no meio da repressão policial. Recorde-se que Los Altos Mirandinos é uma das zonas com maior presença portuguesa, maioritariamente da Madeira. Estima-se que ali vivam cerca de 40 mil portugueses, contando já com os luso-descendentes.

Loja de português saqueada em Guatire

Vários estabelecimentos de três centros comerciais venezuelanos, entre os quais uma loja de um cidadão português, foram saqueados no passado dia 12 de abril em Guarenas, uma cidade dormitório do Estado de Miranda (leste de Caracas), onde residem milhares de portugueses.

Fontes da comunidade portuguesa disseram à Lusa que o estabelecimento em causa é uma loja de bebidas alcoólicas. Os saques verificaram-se ocorreram pelas 01:30 locais (06:00 em Lisboa), quando dezenas de pessoas forçaram a entrada nos centros comerciais Miranda, Trapichito e Samán Plaza.

A população local acordou ao som de disparos de balas de borracha efetuados por efetivos da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) que tentou restabelecer a ordem. A imprensa local dá conta de que as pilhagens afetaram um salão de beleza, uma sapataria, várias lojas de telemóveis e de produtos elétricos, uma loja de roupa, uma papelaria, tendo sido ainda causados danos materiais numa sucursal do banco BOD.

7 mortos, dezenas de feridos e 538 detidos em manifestações

Opositores do Governo Nacional asseguram que os protestos da última semana provocaram sete mortos, apesar do Ministério falar até ao momento de quatro. Segundo o CORREIO apurou, os falecidos são Jairo Ortiz (19), Daniel Queliz (20), Miguel Colmenarez (36), Bryan Principal (14), Yey Amaro (37) y Gruseny Canelón (32). Ainda, terá também falecido em Caracas a cidadã Ricarda González, de 87 anos, devido à inalação de bombas de lacrimogéneo quando estava no seu apartamento.

A organização não-governamental de Direitos Humanos “Foro Penal Venezolano” apresentou o seu balanço de detidos nas manifestações entre os dias 4 e 16 de abril, estimando um total de 538 pessoas presas pelos diferentes corpos de segurança do Estado. Destas, 165 indivíduos foram libertados sem apresentação; 64 libertados com medidas cautelares; 152 libertados de forma pendente por apresentarem fiadores; 36 libertados sob a modalidade de “liberdade plena”; 32 presos e 89 esperam audiência de apresentação perante os tribunais.

Entre os jovens detidos, soubemos que estão na lista Karin Caldeira Quintero e Carlos Silveira, ambos do Estado Lara.

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