Conselheiros da África do Sul eleitos com fraquíssima adesão às urnas

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Como esperado, os portugueses radicados na África do Sul deram hoje muito pouca atenção às eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas.

Vasco Abreu foi eleito por Joanesburgo, tendo Elisabeth Serrão sido a escolhida por Pretória. Rui Santos ganhou na Cidade do Cabo. Já na Namíbia, venceu Manuel Coelho.

O JM obteve informações de que o número de eleitores que exerceram o seu direito de voto no Consulado-Geral de Portugal em Joanesburgo foi de apenas 37, sem votos nulos ou brancos.

Solicitada informação à candidata de Pretória, Elizabeth Serrão, esta informou o JM de que as urnas só serão abertas amanhã.

O candidato Rui Santos, da Cidade do Cabo confirmou ao JM que o total de votos foi de 28, sem nulos ou brancos.

Instado a comentar se se sentia motivado para prosseguir uma missão no quadro de uma votação tão reduzida, a O eleito por Joanesburgo, Vasco de Abreu foi perentório em afirmar que “o que posso prometer é continuar a defender a nossa comunidade para que não seja esquecida”.

“Falar em segurança, educação, para os nossos filhos e netos, e pugnar pela alteração da Lei Eleitoral para que não seja cortado esse direito com acesso a múltiplas formas, mais apoios, para as nossas associações e instituições, acelerar os processos de naturalização, e melhorar os serviços consulares. Muito trabalho e dedicação é o que prometo, sem receios e totalmente focado nos problemas, pequenos ou grandes, em que possamos transmitir as nossas sugestões”, acrescentou.

De alguns fatores a considerar para o desinteresse constatado poderá ser a discordância de elementos constantes da lista e porque o CCP é um órgão consultivo e as suas funções pouco esclarecidas aos elementos da comunidade residentes na África do Sul para que serve o CCP e que resultados foram registados e que fossem positivos e que sirvam a comunidade na diáspora.

A falta de concretização de medidas anunciadas em mandatos anteriores nunca materializadas, isto é, promessas inócuas feitas aos conselheiros, os quais por sua vez se limitaram a passar a palavra, mas nada concretamente foi realizado, o que desvaloriza o trabalho e os intentos levados a cabo pelos conselheiros.

Está formada uma ideia de que o CCP, órgão consultivo do governo português, é uma mera “marionete” deste mesmo governo, o que equivale a dizer que a influência é “Zero” e não representa um elo de ligação a Portugal.

Também a falta de apoios ao movimento associativo e a falta de professores para o ensino do português contribuem com certeza para o desentusiasmo em relação ao CCP. A falta de integração na lista única de membros genuinamente oriundos da comunidade madeirense, é inevitável que estimula a abstenção.

O não desdobramento de assembleias de voto forçou as pessoas a percorrerem grandes distâncias para se dirigirem aos consulados e postos consulares e nas atuais circunstâncias com a manifesta falta de segurança nas autoestradas, longas distâncias a percorrer o preço do combustível, encerrar as portas dos seus negócios e ter de viajar com crianças e sobretudo o facto de desconhecerem, completamente, os candidatos, é algo que contribui para perturbar o exercício do direito de voto e os resultados estão à vista.

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