Conselho Regional de África do CCP debateu «muitas preocupações» em Joanesburgo

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Sob a presidência do Comendador Gilberto Martins, o Conselho Regional de África do CCP reuniu-se ontem nas instalações do Núcleo de Arte e Cultura (NAC) em Regents Park, Joanesburgo.

A reunião serviu para debater algumas das questões que afetam a comunidade, como o envelhecimento, pobreza, endividamento e auxílios a prestar, com o foco na demora na concessão dos mesmos.

O conselheiro Vasco de Abreu, da comissão temática de participação cívica, política e assuntos consulares, disse não compreender que quando solicitada uma ajuda de emergência, a mesma chega, na maioria dos casos, seis meses depois. Também foram abordados com preocupação a demora de três a quatro meses para a atribuição de subsídios, conforme os casos.

Vagas a preencher nos consulados e atualização de salários foi outra das preocupações, pois aumentam os receios de cessação de postos por parte de funcionários consulares, que procuram outros trabalhos mais bem remunerados, o que a constatar-se pode abrir uma brecha na normal execução e prestação de serviços consulares.

Quanto a eleições, a não implementação do voto eletrónico deixa receios de que os próximos atos eleitorais possam ser uma repetição dos falhanços observados nas últimas legislativas.

Outro temas de elevada preocupação é o ensino da língua portuguesa. O coordenador do ensino de português para a África do Sul, Namíbia, Zimbabué, Essuatini e Botsuana não compareceu à reunião, quando todos os conselheiros estavam preparados para o questionar sobre esta área que já viu dias melhores.

Já Manuel Coelho, conselheiro pela Namíbia, evidenciou a sua apreensão quanto à unidade dos membros da comunidade, que evidenciam atitudes erróneas de puro divisionismo, pelo que exortou à união de todos, especialmente para a receção ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, por ocasião das celebrações do Dia de Portugal.

Manuel Coelho, conselheiro eleito para África e do Centro eleitoral da Namíbia e com funções no Conselho Regional, está nomeado para exercer as funções de porta-voz para representar a África no Conselho das Comunidades Portuguesas. Mas mostra-se desapontado quanto à lei n.º 66, que está a obstruir as eleições do Conselho das Comunidades.

“Lamentavelmente, foram apresentadas e postas a discussão em Lisboa propostas nunca apresentadas ou debatidas por nós”, uma situação que não será ocultada aquando da visita do Chefe de Estado.

Outro dos problemas sérios tem a ver com o “autêntico êxodo” dos jovens que deixam a África do Sul rumando a outros países que não Portugal. Esta sangria tem de ser estancada, pois se não forem aproveitados aqui, que sejam aproveitados no nosso país, concluem os conselheiros.

Nesta reunião estiveram também presentes Lígia Fernandes, Helena Batista Rosa, Alexandre Santos, conselheiros da Cidade do Cabo e Pretória, respetivamente, e o suplente Alexandre Santos, de Joanesburgo.

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