Consenso na necessidade de alterações à votação no estrangeiro satisfaz Berta Nunes

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A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas considera que é necessário encontrar outras formas de votação que facilitem a participação.

Os obstáculos na votação dos portugueses no estrangeiro são muitos. Nas presidenciais do passado dia 24 de janeiro o voto apenas pôde ser exercido de forma presencial e ‘obrigou’ a que portugueses percorressem muitos quilómetros para que pudessem ter participação ativa nas eleições do seu país natal.

No discurso de vitória, Marcelo Rebelo de Sousa apelou a alterações nas votações que decorrem no estrangeiro, palavras esta que estão a gerar consenso um pouco por todo o lado.

Em entrevista ao LusoJornal, Berta Nunes, secretária de Estados das Comunidades Portuguesas, congratulou-se pelo consenso alargado.

“Fico bastante satisfeita por ver o consenso bastante alargado de que é preciso fazer alterações à forma de votar no estrangeiro, nas nossas comunidades. É preciso encontrar outras formas de votação que facilitem a participação porque, de facto, se uma pessoa tiver que tomar um avião para ir votar, não vai votar, ou se tiver que andar 500 quilómetros ou mais”, identificou.

Berta Nunes enaltece os que, apesar destes obstáculos “até vão e fazem esse esforço”, mas assume que tal “é muito desencorajador e um obstáculo”.

Encontrar soluções

A secretária de Estado recorda que “a própria Assembleia já criou um grupo de trabalho para harmonizar, para fazer um trabalho mais profundo sobre toda a legislação eleitoral. Isso já foi publicado e vão ouvir a administração eleitoral e a CNE”.

“Da nossa parte [Secretaria de Estado das Comunidades] temos trabalhado política e tecnicamente para termos soluções que vão ao encontro deste objetivo de facilitar a participação das pessoas nas eleições, seja no estrangeiro, mas mesmo em Portugal”, garantiu.

Segundo a política “já se fez um caminho”. Em Portugal já foi testado o voto eletrónico presencial e “embora não resolva o problema das distâncias, tem bastantes vantagens”. Além disso, em 2018 “tivemos o recenseamento automático”.

Para Berta Nunes é vital que sejam encontradas soluções.

“Temos que trabalhar para encontrar outras soluções seja o voto postal melhorado, seja o voto eletrónico não presencial”, afiançou na entrevista dada ao jornal sediado em França.

A governante garante que a secretaria sob a sua alçada está consciente das dificuldades e acompanha com “bastante atenção e pormenor” todos os problemas que existiram.

“O grupo técnico já reuniu para avaliar todas essas questões e vamos continuar a trabalhar para poder termos, caso a Assembleia da República considere que deve haver um voto eletrónico presencial ou não presencial ou voto postal melhorado, as soluções técnicas para poder apoiar as decisões políticas e dizer se é seguro e possível”, descreveu.

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