Altatribuna: «Considerações oportunas»

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O conceito que temos de nós próprios e que acreditamos merecer é vital para o crescimento pessoal. O conhecimento que temos de nós mesmos é produto constante de autoavaliação que cada um de nós faz acerca da nossa pessoa, o que, de resto, é um processo que mantemos ao longo das nossas vidas. Se acreditamos que não merecemos nada, com qualquer coisa nos contentamos. Mas se acreditamos que merecemos o melhor, seremos exigentes e críticos com os nossos congéneres e com a nossa qualidade de vida. Quiçá uma das variáveis que influenciado para que ainda permaneçamos no pesadelo de viver na Venezuela é que a nossa auto-estima está bastante golpeada pela longa espera de dar com uma equipa de governo decente que nos ofereça uma boa gestão. Os que têm aparecido não têm tido limites para fazer pior. Cada um que chega esmera-se por demonstrar que não ama o país e que a ética é um conceito abstracto que só existe no dicionário. O que antes me serviu para adquirir o meu primeiro veículo “de paquete”, hoje apenas me serve para dar uma gorjeta. E isso, “pichirreandomela”. A auto-valoração é vital para exigir. O auto-conhecimento, na minha opinião, anda de mão dada com a auto-estima. Enfim, a realidade é que ainda há um pequeno grupo que não se sente querido nem por eles mesmos e, em consequência, não são capazes de acreditar que podem ter uma qualidade de vida melhor. Nas suas mentes reside a ideia de que essa viajem ao exterior, um cruzeiro, ou quiçá visitar Disney ou Las vegas, só por mencionar um destino desejado, é inalcançável para eles e, evidentemente, esse pecado capital chamado inveja dispara e dá lugar às consequências naturais. Eis que chagamos o ponto fulcral do tema: Vender a ideia de que o passado também foi mau, não tanto como o presente, mas mau no final, deve-nos dar o impulso para persuadir esse pequeno grupo de que o que vem deve ser melhor que o presente e o passado.

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