Consulado Honorário recebeu fórum económico e turístico de Portugal

Representantes da Embaixada lusa deslocaram-se à região insular para disponibilizar informação sobre Portugal

0
622

Mariana Santos
O Consulado Honorário de Portugal na ilha de Margarita, Estado Nueva Esparta, acolheu, no passado 2 de Julho, um Fórum Económico e Turístico de Portugal promovido pela Embaixada de Portugal na Venezuela, que é liderada por Fernando Teles Fazendeiro, e pelo Conselheiro Económico, Carlos Nunes Pinto, em resposta a um convite realizado pela Cônsul Honorária de Portugal em Margarita, Gloria Santos.

Teles Fazendeiro dirigiu palavras de agradecimento à Cônsul pelo convite, enquanto que Nunes Pinto realizou uma exposição muito breve sobre a situação económica de Portugal.

O Conselheiro Económico da Embaixada explicou aos presentes as novas oportunidades de trabalho que existem em Portugal. O também representante da AICEP, aproveitou a oportunidade para mostrar à comunidade lusitana radicada nas ilhas de Margarita, Coche e Cubagua um vídeo demonstrativo das estruturas arquitectónicas e das paisagens de Portugal como uma convite para conhecer este país europeu.

“Portugal é um país que tem grandes profissionais. Está catalogado como o nono país menos restritivo para fazer negócios e oferece novas possibilidades de trabalho. A taxa de imposto actualmente é de 3%”, argumentou Carlos Pinto, que depois se prontificou a responder a qualquer dúvida dos presentes relativamente à crise venezuelana.

José Azevedo, que reside há quase 50 anos na Venezuela, perguntou porque é que produtos como o azeite de oliva e o bacalhau estão há mais de um ano sem aparecer no mercado venezuelano, ao que o conselheiro respondeu: “O azeite de oliva e o bacalhau tratado em Portugal costuma estar à venta em diversos comércios portugueses. No entanto, devido à crises que afecta este país, é mais complicado exportar produtos básicos portugueses”.

“Portugal é um país economicamente unido à União Europeia. Há uma livre circulação de pessoas e de produtos. En Portugal no se entra con la mercaduría y hay una alta visión tecnológica para un espacio centralizado en industrias electroquímicas y telecomunicaciones” explicó Pinto. “As visitas a Portugal quase que duplicam o número da população do país, massificadas em 2014 quando nos visitaram 16 milhões de pessoas. Fazendo uma comparação com a Venezuela, este país não é visitado nem por um milhão de pessoas apesar de contar com um com potencial económico”, observou.

O conselheiro económico explicou que aos investidores são mostradas várias iniciativas para o investimento e desenvolvimento produtivo, para gerar novos produtos e negócios com grande inovação. “Procuramos mãos de obra qualificada em energias renováveis, aeronáutica, investigação científica e multinacionais. Um exemplo de uma grande empresa multinacional conhecida internacionalmente é a Bosh, que se encontra sediada na cidade de Braga”, explicou.

Pinto finalizou a sua apresentação indicando que outro valor acrescentado é a língua portuguesa: “É o quinto idioma mais falado a nível mundial e devemos saber aproveitar este elemento para realizar negócios e maior intercâmbio cultural. Temos jovens capacitados para falar livremente com qualquer turista que nos visita, tal como para todos os países que têm o português como uma língua oficial para contar com uma grandiosa mão de obra”.

Dejar respuesta

Please enter your comment!
Please enter your name here