Costa em Kiev salienta apoio de Portugal em defesa do direito à soberania

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O primeiro-ministro afirmou, logo após chegar a Kiev, que está na Ucrânia para transmitir um sinal de apoio na luta deste país pelos seus direitos à soberania, integridade territorial e pela conquista da paz.

António Costa fez estas declarações aos jornalistas logo à saída da estação central de Kiev, onde chegou de comboio às 10:30 locais, menos duas horas em Lisboa, vindo da fronteira polaca.

“Estou aqui para corresponder ao convite que me foi dirigido pelo meu colega primeiro-ministro da Ucrânia [Denys Shmygal e para podermos concretizar os apoios que temos negociado de forma bilateral”, começou por referir o líder do executivo português.

No plano político, António Costa salientou que a sua visita representa um sinal de que Portugal “continua a apoiar a Ucrânia na luta muito dura que tem vindo a travar pelo seu direito à soberania, integridade territorial e pela conquista da paz”.

“Vou agora visitar uma das zonas mais atingidas pela guerra”, acrescentou.

“Reativamente aos contactos que manterei na Ucrânia com o Presidente Zelensky e com o primeiro-ministro ucraniano incidirão sobre as formas de apoio que, do ponto de vista bilateral, Portugal pode continuar a assegurar ao nível do fornecimento de equipamento militar, humanitário e financeiro. Vamos também discutir a questão da perspetiva europeia da Ucrânia, visando construir uma posição de unidade na União Europeia”, adiantou.

Em relação ao objetivo da Ucrânia de aderir à União Europeia, António Costa tem adotado uma atitude de prudência, considerando essencial evitar uma divisão entre os 27 Estados-membros sobre esta matéria.

“Os 27 Estados-membros da União Europeia têm de possuir a abertura suficiente para encontrarem o estatuto especial que é necessário para a Ucrânia. Não nos agarremos a designações e concentremo-nos em ser pragmáticos”, defendeu.

O primeiro-ministro adiantou mesmo uma das possíveis soluções de consenso para evitar divisões na União Europeia em torno da discussão sobre o nível da futura integração europeia da Ucrânia.

“Temos de ser criativos e encontrar soluções. Tenciono identificar quais as necessidades em concreto requeridas pelas autoridades ucranianas e, partir daí, procurar construir uma solução imediata que una toda a União Europeia. Acho que é muito importante a integração da Ucrânia no mercado comum, com a libertação das regras aduaneiras. O papel de Portugal é ouvir todos e procurar encontrar um ponto de consenso”, acrescentou.

Durante a sua presença na capital ucraniana, no plano institucional, além da reunião com Volodymyr Zelensky, o primeiro-ministro português terá também um encontro com o seu homólogo, Denys Shmygal, de quem partiu o convite formal para que visitasse a Ucrânia.

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