Cristina Pedra diz-se surpreendida que Miguel Gouveia estranhe os resultados das Contas da Câmara Municipal do Funchal.

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“O Senhor Vereador, melhor do que ninguém, deveria saber a herança que nos deixou”, aponta Cristina Pedra. A presidente da Câmara Municipal do Funchal diz-se surpreendida que Miguel Gouveia estranhe os resultados das Contas da CMF.

“Só em juros e custas processuais associadas à divida da ARM, os funchalenses têm de pagar cerca de 3 milhões/ano. E sobre isso podem muito bem agradecer aos executivos do Partido Socialista”, e recorda, “ele sim, Miguel Gouveia, é responsável direto por 60% do prejuízo apresentado, fruto desses juros e custas associadas às suas decisões de gestão”.

Cristina Pedra não aceita que apontem ao atual executivo, críticas de má gestão financeira. “Foi Miguel Gouveia quem não colocou nas contas da Câmara do Funchal 31 milhões de euros de despesas, essencialmente provenientes das dívidas à ARM. Não fomos nós. É bom que não se esqueçam disso. Como tal, só posso entender esta atitude como sendo de uma desfaçatez enorme, que à oposição socialista deveria envergonhar”.

Sobre o Relatório de Prestação de Contas 2023, “esquecem que reforçámos os apoios sociais em mais 2 milhões de euros, contrariamente ao que disseram à população nas eleições de 2021, em que nos acusaram de querer retirar benefícios aos funchalenses. Mas também devem estar esquecidos do benefício fiscal que demos aos cidadãos, em sede de IRS, já que a Câmara devolveu 4,6 milhões de euros às famílias, só em 2023. Quando aqui chegámos, por decisão da vereação socialista, os funchalenses não receberam nada da Câmara Municipal”, relembra a atual presidente do município.

“E é preciso não esquecer que tivemos de contratar mais 104 funcionários, essencialmente operacionais, para setores que estavam altamente deficitários, como é o caso do Ambiente. A gestão socialista de recursos humanos foi displicente, já que não acautelou devidamente as saídas por aposentação, deixando a autarquia quase paralisada em áreas como a recolha do lixo, a limpeza de espaços públicos e de apoio à população. Estas 104 novas contratações obrigaram-nos a um esforço financeiro na ordem dos 2 milhões de euros/ano, a que acrescem mais 3 milhões, por força da atualização das posições remuneratórias, decorrente das alterações do Orçamento do Estado”, explica Cristina Pedra.

“Assim se explica o resultado nas contas da autarquia. Com rigor e sem subterfúgios falaciosos de conveniência política”.

Sobre a dívida à ARM, Cristina Pedra mostra-se apreensiva. “Preocupa-nos o avolumar da dívida à Águas e Resíduos da Madeira, cuja origem remonta aos mandatos anteriores, e que em boa hora este executivo, no final de 2022, chegou a um acordo de regularização, tendo estipulado a contabilização e pagamento das faturas, integralmente, a partir de janeiro de 2023, evitando o avolumar de uma dívida que atinge, atualmente, mais de 49 milhões de euros (49.526.910,00€)”, refere Cristina Pedra.

“Por muito que a oposição se faça desentendida e tente encontrar manobras de diversão política, a verdade, nua e crua, é que a dívida à ARM atingiu os montantes referidos, uma vez que o Município do Funchal não pagou qualquer fatura entre 30 de março de 2013 e 20 de outubro de 2021”.

“Ao chegarmos a acordo com a ARM, estipulando o pagamento das faturas, integralmente, a partir de janeiro de 2023, por forma a evitar o avolumar do passivo, este executivo do Funchal Sempre à Frente acautelou os interesses do município, já que o ajuste dos valores, a partir dessa data, ficou condicionado às decisões judiciais dos processos pendentes. Isto é, se o Tribunal der razão à Câmara do Funchal, terá a ARM de restituir o valor recebido a mais desde janeiro de 2023. No entanto, se a decisão for favorável à ARM, terá a CMF que pagar os montantes que se encontram em litígio e aos quais vencem juros diariamente”, explica Cristina Pedra.

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