D. José Dionisio Gomes celebrou a eucaristia dominical na Sé do Funchal

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No passado domingo, 20 de setembro, o bispo auxiliar de Caracas, D. José Dionisio Gomes, presidiu a uma eucaristia na Sé do Funchal, numa celebração a convite do bispo do Funchal, D. Nuno Brás, que representou um momento especial de encontro entre a Igreja da Madeira e a comunidade portuguesa e luso-venezuelana.

Ao início da celebração, o cónego Marcos Gonçalves, pároco da Sé, expressou a alegria da comunidade por acolher D. José Dionisio, sublinhando que se tratava de uma ocasião para rezar pela sua missão episcopal. “Um bispo é sempre um dom de Deus para a Igreja”, afirmou, desejando que o Senhor sustente o novo bispo auxiliar de Caracas na missão que lhe foi confiada. Seguidamente, o cónego Marcos Gonçalves explicou que a eucaristia se realizava por convite de D. Nuno Brás e recordou também, em oração, os irmãos falecidos vinculados à comunidade.

Na homilia, D. José Dionisio Gomes começou por saudar o cónego Marcos Gonçalves, os sacerdotes, as autoridades presentes e, em particular, o diretor regional das Comunidades Madeirenses e Cooperação Externa, Sancho Gomes, e a sua família, os venezuelanos que participaram na celebração e toda a assembleia. Agradeceu o convite para presidir novamente à eucaristia na catedral do Funchal, estabelecendo uma ligação entre o Evangelho proclamado naquele domingo e a sua própria presença na Madeira, onde narrou a recordação dos seus pais e da partida da família para a Venezuela, o que marcou a reflexão do novo bispo auxiliar de Caracas.

A poucos metros do porto do Funchal, onde os seus pais embarcaram há 60 anos no navio Santa Maria, D. José Dionisio recordou que nessa viagem também ia o seu irmão mais velho, que na altura tinha quatro meses, enquanto ele próprio ainda estava no ventre da sua mãe. “Este momento significativo da minha vida está representado na parte inferior do meu brasão episcopal: as montanhas da ilha, o mar e o navio”, manifestou. Mais do que procurar melhores condições de vida, os seus pais levaram consigo uma missão que marcaria profundamente a sua história: educar os seus filhos na fé.

José Dionisio recordou a presença de D. Nuno Brás na sua ordenação episcopal, celebrada a 15 de agosto, solenidade da Assunção de Nossa Senhora e data em que na Madeira se celebra a festa de Nossa Senhora do Monte. “Também me acompanhou na minha ordenação episcopal, a 15 de agosto, que é uma das grandes festas aqui na Madeira, a festa de Nossa Senhora do Monte”, afirmou. A ligação à Madeira também esteve presente na celebração que teve lugar nesse mesmo dia na Venezuela, quando celebraram a missa de Nossa Senhora do Monte no Santuário de Fátima na Venezuela. “Muito obrigado também por me receberem aqui, nesta terra que a Igreja cuida com tanto esmero”, afirmou D. José Dionisio, agradecendo o acolhimento que recebeu durante a sua estadia na ilha.

Por sua vez, o bispo do Funchal destacou, em primeiro lugar, o que D. José Dionisio representa como fruto da fé vivida na Madeira e levada para a Venezuela pelas famílias emigrantes. “O que ele é, é o fruto da fé madeirense, que é a fé da Igreja Católica, mas que aqui na Madeira se vive de uma forma muito singular e muito particular”, afirmou D. Nuno Brás. O prelado recordou que há três bispos na Venezuela de ascendência portuguesa e considerou la presença de D. José Dionisio como um desses frutos admiráveis da ligação entre a Madeira e a Venezuela; além disso, sublinhou que a presença del novo bispo auxiliar de Caracas na catedral permite à comunidade madeirense recordar e sentir mais de perto a realidade dos venezuelanos.

Por: Marcos Ramos Jardim

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