De quem gostam os socialistas?

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Carlos Fernandes

Não sei de quem gosta o Partido Socialista. Nem sei se, ao longo destes anos de governação, gosta verdadeiramente de alguém ou, se de facto, tem causas para defender.

E que Governo foi este? Foi o Governo do Primeiro-Ministro António Costa, das pancadarias nos Ministérios, da operação Influencer, dos milhões de euros dos contribuintes na TAP, dos comboios da CP que ficam mais no “para que no arranca”, aquele Governo que ia fazer os Alemães tremer, aquele Governo socialista que caiu de podre.

Não percebemos, realmente, de quem esta Governação gostava. O que não tenho dúvidas é do que não gostam.

Embora 3500 caracteres não sejam suficientes, vou tentar enumerar algumas das pessoas, causas e situações que aos socialistas não agradam.

Podemos começar por falar dos lesados do BANIF.

Foi-lhes prometida uma solução, a estas pessoas que “foram aldrabadas” (palavras de António Costa, de julho de 2017, no Funchal) e que o Estado tinha toda a “vontade” em resolver o assunto. Entretanto, estas pessoas que tinham depositado não só a confiança na banca portuguesa, como também o esforço de uma vida, ficaram à espera da tal “vontade”, enquanto os governantes socialistas desviavam dinheiro para o Novo Banco e para os “Salgados” do nosso País.

Todas aquelas pessoas ficavam sem resposta.

Não tenho dúvidas que não houve solução porque os lesados deste banco, na sua maioria, são Madeirenses e muitos deles encontram-se na nossa diáspora. São aqueles emigrantes portugueses de quem o Governo do PS não quer saber. Nem gosta.

Por falarmos em questões que os sucessivos governos socialistas não gostam, temos que falar da nossa Diáspora.

Não podemos esquecer o caos que se instalou nos consulados. Não é normal que um português emigrado em França ou no Reino Unido prefira tratar da sua documentação quando está de férias em Portugal, em vez de se deslocar ao consulado para tratar do seu cartão de cidadão ou do passaporte. Alguém acha isto normal? E, ainda por cima, apesar desta incompetência, o PS gaba-se à comunicação social que resolveu os problemas dos consulados. Acham que os portugueses pelo mundo fora se esquecem disto? Acho que não.

No que diz respeito a ligações aéreas para nossa Diáspora, o Governo Socialista também demostrou o seu total desrespeito.

Onde esta aquela promessa de “garantir e melhorar as ligações aéreas com as nossas comunidades”? Uma garantia que fazia parte dos três eixos fundamentais que o Estado anunciava para enterrar milhões de euros dos contribuintes na companhia de bandeira. O resultado? Abandonou algumas rotas, como para a nossa comunidade na África do Sul, que nunca mais viu o “avião aterrar”.

Do Programa Regressar, se calhar o PS gosta. Uma bandeira de discriminação para com as regiões autónomas, pois algumas das suas componentes, como é a do emprego e da mobilidade, não abrangem nem a Madeira nem os Açores. Demonstraram, com este programa, como podem praticar o centralismo e classificar e dividir os Portugueses, de forma negativa, entre continentais e Portugueses de terceira.

Têm, até, o descaramento, quando levantamos a voz e exigimos o que o nosso direito, de empurrar com a barriga uma responsabilidade do Estado para as regiões autónomas.

Tentar apagar os emigrantes portugueses do Sistema Nacional de Saúde foi outra tentativa dos Socialistas para menosprezar quem deste país saiu. Usaram, manhosamente, argumentos disfarçados de lei, mas, rapidamente, levaram uma reprimenda do Conselho das comunidades portuguesas. Perante isto, recuaram e demonstraram que quando se juntam todos aqueles dos quais o PS não gosta, consegue fazer-se tremer as hostes centralistas.

De quem gosta afinal os socialistas? Até podia dizer que gostam deles próprios, mas tenho, também, as minhas dúvidas, depois de tanta paz pobre evidente e diante de tantas rasteiras entre camaradas. Tanto cá, como lá.

De quem gostará esta gente? O mais seguro é garantir que o PS, no poder, nunca mais!

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