Desenvolvimento do Projecto de Expansão do Centro Português

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Na passada quinta-feira, 6 de Novembro de 2014, de um total de Dois Mil Accionistas, 711 cidadãos com direito de VOTO marcaram presença na Assembleia Geral Extraordinária relacionada com a Quota Extraordinária necessário para a expansão da Associação Civil Centro Português, em Caracas.

Muitos accionistas conheceram, de forma resumida e concisa, as acertadas decisões da Junta Directiva e da Comissão de Obras. Embora não exista material escrito de apoio ao audiovisual apresentado em fóruns e assembleia para que cada um possa analisar com detalhe.

Mas pode-se analisar de modo mais profundo com estes números: 246.833,80 m3 de Escavações, 240.145,58 m3 de Relleno, 1.938,99 m2 de Muros, 62.030,00 m2 de áreas desflorestadas e 3.393,00 m2 de área reflorestadas; aquisição de relva artificial em Portugal para o campo de futebol e estação eléctrica, entre outros gastos, que justificam os contributos de capital realizados até à data pelos accionistas.

Em 01/02/2013 ocorreu um deslizamento nos terrenos de Cementerio del Este, devido a uma falha geológica, que obrigou o Centro Português à colocação de uma estrutura de contrapeso para garantir a estabilidade. Um grupo técnico contratado realizou um estudo com perfurações no subsolo, diagnóstico de materiais e projecto de obras de estabilização, acompanhado de análise cartográfica, levantamento geológico e fotografia aérea.

Isto deu lugar a um ante-projecto em Abril de 2013 para a construção de uma “Cortina de Pilotes”, mas não há maquinaria para tal no País. Por isso optou-se por uma Pantalla Atirantada de 4.050 m2 (Injecção de cimento para consolidação do maciço rochoso) com análise de Estabilidade a realizar pelas empresas “Obrein” e/ou “Gemca” que apresentaram um orçamento. Foi também consultada a empresa portuguesa “Teixeira Duarte” mas os seus custos eram muito elevados (o dobro do valor das outra empresas).

A dificuldade e o desafio é conseguir o capital segundo o orçamento final: Bs. 240.000.000,09 para converter em realidade o projecto num prazo de 12 a 20 meses, segundo o fluxo de caixa, sob diferentes possibilidades de pagamento apresentada aos accionistas pela junta directiva com explicações gráficas: pagar de pronto Bs. 100.000,00, com direito a participar numa rifa que sorteia uma passagem aérea a Portugal; ou a crédito. Para esta opção existiam três possibilidades: Inicial 60.000,00 e 6 quotas de 7.500,00 e/ou; Inicial 50.000,00 e 10 quotas de 6.000,00 e/ou; Inicial 40.000,00 e 12 quotas de 6.250,00 e/ou; ou Inicial 30.000,00 e 18 quotas de 5.000,00.

Também foi apresentado um plano de pagamento com o Banco Provicial, sem entrada, com 12 meses a uma taxa de 21%; a 24 meses com uma taxa de 24%; ou a 36 meses com uma taxa de mercado no terceiro ano e uma comissão Flat de 1%. Ainda assim, o presidente e vice-presidente ficaram de estudar qualquer caso especial de cada accionista que justificasse um plano de pagamento distinto.

O resultado final da Assembleia foi realmente surpreendente: 505 votos NÃO, contra 192 votos SIM. Assim que, por agora, até nova aprovação em Assembleia, a obra fica paralisada no nosso terreno sob vigilância privada. A empresa ALEMAKA deverá prosseguir com a construção do acesso público projectada e seguramente solicitará algum tipo de colaboração para garantir a estabilidade da via, que deve ser apresenta à Assembleia Geral no próximo ano. Devemos recordar que todos somos uma parte importante para encontrar a solução para um terreno que é nossa propriedade, por mandato do VOTO na Assembleia Geral realizada para a compra do mesmo.

Em diversas oportunidades na Comissão de Obras, pessoalmente solicitei que a Junta Directiva colocasse um quadro informativo sobre o avanço das obras preliminares realizadas pela “Constructora Surco”, de acordo com o orçamento entregue pelo empreiteiro a 19/05/2011, que incluía: movimento de terras, terraplanagens, compactação de relleno para a instalação de muros de terra armada e pantalla anclada (Campo de Futebol FIFA), obras de drenagem, acessos viários, entre outros, para criar entre os accionistas um sentimento de posse do terreno junto dos accionistas, já que o mesmo resulta do contributo financeiro que a Junta Directiva, sob a presidência do sr. Juan dos Santos (Johnny), administra para que se torne realidade o projecto do arquitecto Juan Manuel da Silva & Asociados, com a assessoria técnica da Comissão de Obras conformada por Armindo Amaral, Manuel de Oliveira, Jose Miguel Divasson, Juan Manuel da Silva, Manuel Augusto Pereira, Victor Jorge Goncalves e Cesarina da Corte; os ex-presidentes João da Silva, Jose Montero, Andres Pita e Fernando Campos; os senhores Francisco de Almeida Garrett, Carlos Quental, Abílio Nunes, Francisco Ferreira; além dos membros da Direcção como Arturo Ferreira e Gil Andrade, entre tantos outros que têm participado nas reuniões da Comissão.

A primeira etapa de desenvolvimento da expansão de áreas desportivas, recreativas, sociais e culturais do Centro Português tinha projectado a construção de um posto à entrada para o controlo de acesso, além de uma área de enfermaria, planta eléctrica, acessos e drenagem; campo de futebol 96 x 64, com relva artificial adquirida em Portugal e bancadas para 500 pessoas; pavimentação de estacionamento para 90 lugares; tanques de água; área de churuatas; área de vivero; área verde de protecção e equipamento urbano.

Resulta difícil de compreender e de aceitar, mas a necessidade de evoluir leva a resultados futuros a curto, médio e longo prazo.

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