Diocese do Funchal recebe apoio da comunidade luso-venezuelana

No âmbito da construção de um monumento alusivo aos 500 anos da diocese.

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A Diocese do Funchal cumpriu, o ano passado, 500 anos de existência, e para comemorar tão importante data, foi construído um monumento no Jardim do Almirante Reis, local onde a cidade do Funchal começou a crescer. Por esse motivo, o bispo D. António Carrilho enviou à Venezuela o padre António Paulo para pedir ajuda financeira para o monumento.

“Os emigrantes portugueses são muito importantes para a Diocese do Funchal, que cumpriu 500 anos em 2014, e a certa altura foi a maior do mundo, porque teve a seu cargo Cabo Verde e a Índia, quando foram descobertas. O nosso trabalho também se baseou em estar atentos aos emigrantes no mundo, como os que vivem no Canadá, por exemplo. O bispo Carrilho enviou uma mensagem aos emigrantes na Venezuela pedindo-lhes uma ajuda para a edificação de um monumento que comemora o aniversário da diocese e honra a memória dos emigrantes e missionários que viajaram para terras longínquas. Recebi muitas ajudas das pessoas, apesar das dificuldades”, explicou o padre Paulo, durante uma visita a Caracas no passado dia 13 de Fevereiro.

Na sua passagem pelo país sul-americano, o padre Paulo visitou diversos locais da comunidade lusa. “Comecei pelo Centro Português de Caracas e fui recebido por diferentes instituições da comunidade lusa: A Academia do Bacalhau de Caracas, a Casa Venezuelana Portuguesa de Valência, o Centro Social Madeirense, a Casa Portuguesa do Estado de Aragua, entre outras. Recebemos propostas e colaborações mas com o valor actual do câmbio da moeda, o montante não é tanto como podia ter sido há dois anos”, comentou.

O sacerdote já trabalhou em várias paróquias da ilha da Madeira. “Trabalhei durante 12 anos, de 1993 a 2005, na zona Norte da ilha (Seixal, São Vicente, Boaventura, Fajã do Penedo e Ponta Delgada). De 2005 até à actualidade, trabalhei nos Canhas, na Ponta do Sol. Os meus estudos começaram na diocese do Funchal, e terminaram na Universidade Católica em Lisboa”, disse.

As suas ligações com a Venezuela vêm desde há muitos anos. “Pertenço à diocese do Funchal, trabalho como sacerdote há 22 anos, e fui seminarista durante 12 anos. Durante este tempo, vi muitos amigos partir para esta terra. Tive muitas propostas para emigrar para cá mas desde muito novo que ouvia coisas negativas sobre a Venezuela, que era também uma terra de esforço e trabalho. Para além de visitar os diferentes clubes e associações, viajei até Barinas para visitar familiares que ali vivem”, finalizou.

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