Direção de Cavenport reuniu-se com o cônsul de Valência

Representantes compareceram perante Pedro Coelho, representante de Portugal no estado

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Oscar Sayago

O Conselho de Administração da Câmara de Comércio, Indústria, Turismo e Produtos Afins da Venezuela (Cavenport) reuniu-se, no passado dia 11 de maio, no Consulado de Portugal em Valência, no estado de Carabobo, com o atual cônsul Pedro Coelho, para conhecer o representante de Portugal e falar sobre os novos projetos da instituição.

O principal objectivo do encontro foi sensibilizar ao novo cônsul para a Câmara Portuguesa e destacar o empenho da instituição para com a comunidade do país, uma vez que quatro câmaras trabalham actualmente a nível nacional em Caracas, Altos Mirandinos, Aragua e Carabobo.

Entre os diretores da Câmara que participaram do encontro estão o presidente Thiago da Silva, Nelson Vasconcelos, Fátima Pontes e Leonel Moniz. Os representantes falaram do serviço prestado pela câmara à comunidade e todo o trabalho que tem feito juntamente com os seus afiliados. Também destacaram o seu trabalho com a comunidade com o programa de rádio «Lusitanos en Venezuela», que é apresentado por Pontes e Moniz.

Um dos temas abordados nessa reunião foi o fato de que alguns empresários e comerciantes foram saqueados nos tumultos de 2017. Os dirigentes explicaram a Coelho que muitos empresários que não haviam sido atendidos pelo governo regional estão atualmente sendo organizados para que possam receber créditos. A Câmara Portuguesa está empenhada em enviar um relatório técnico sobre a situação atual dos saques e dos empresários que foram afetados.

Moniz e Pontes, ambos conselheiros, concordam numa próxima reunião com empresários para solicitar informações sobre acordos bilaterais entre a Venezuela e Portugal. Esses acordos têm o objetivo de que os produtos manufaturados e outros produtos fabricados na Venezuela possam chegar às terras portuguesas e vice-versa. «Há mercados chineses com produtos trazidos do seu país, e os portugueses não conseguem encontrar nenhum produto nacional, isso deve mudar», afirmou Moniz.

A Câmara Portuguesa da Venezuela nasceu em 5 de junho de 1975, com o objetivo de promover as relações económicas entre Portugal e Venezuela. Ao longo de sua existência, já contaram com 800 membros, entre os quais muitos têm sido pequenas e grandes empresas do setor comercial e algumas indústrias alimentais, supermercados, restaurantes, hotéis, lojas de bebidas alcoólicas, bancos entre outros.

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