É possível prever o futuro através dos sonhos?

Durante o sonho, o subconsciente pode perceber certos acontecimentos como terramotos e outros desastres naturais

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Ommyra Moreno Suárez

Os sonhos, especificamente os sonhos premonitórios, têm sido objeto de estudo ao longo da história. Atualmente, as pessoas parecem tê-los como um elemento que co-existe entre a dúvida e a credibilidade. Existem várias teorias a este respeito, uma delas assinala que a nossa mente subconsciente trabalha frequentemente com símbolos e metáforas que vão mais além do tempo e do espaço. Segundo os próprios especialistas, a mente é capaz de ver o que vai acontecer tendo em conta certos dados que têm sido recompilados por ela mesma. Neste sentido, se têm realizado estudos que demonstram que o movimento das placas da terra cria uma frequência que o cérebro pode detectar. A terra ressona a uma frequência de cerca de 7,83 Hz e uma pessoa em sintonia com esta frequência pode detectar uma interrupção. Durante o sono, o subconsciente, livre da confusão produzida pela mente ativa, pode aproveitar as partes emocionais e intuitivas do cérebro para perceber determinados acontecimentos como terramotos e outros desastres naturais.

Por sua vez, a professora da Universidade de Manchester, Reino Unido, Sue Llewellyn, propõe deixar o misticismo e analisar os sonhos desde um ponto de vista mais racional. A especialista baseia-se no facto do cérebro construir nos sonhos situações muito concretas com sucessão de acontecimentos e participantes determinados. Muito frequentemente, os sonhos parecem-nos a fase do sonho rápido onde se produzem os sonhos, sendo que nela se pode deitar algum tipo de luz sobre o assunto. É neste período que o cérebro é capaz de traçar algum tipo de paralelismo pouco óbvio entre diferentes feitos da vida.

N ano de 1999, especialistas de Harvard, EUA, comprovaram que os resultados dos participantes num teste de associações longínquas depois da fase de sonho rápido eram melhores do que os feitos a outras pessoas. «A perceção durante a fase de sonho rápido distingue-se qualitativamente da perceção na fase de sonho lento. Precisamente essas diferenças explicam o carater muito associativo e surpreendente dos sonhos que temos na fase rápida», explicam os cientistas. Neste sentido, Llwellyn afirma que a maior parte das experiências guarda-se no subconsciente e não nos damos conta de um 98% das atividades cerebrais. Contudo, durante o sonho, o cérebro retoma essa informação e processa-a elaborando associações e padrões de evolução dos acontecimentos. Esses padrões aparecem nas imagens dos nossos sonhos, ou seja, os nossos sonhos podem nos indicar como podem evoluir diferentes acontecimentos futuros, a partir da análise da experiência passada.

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