Ecologia do solo influencia nos ciclos do carbono e nitrogénio

Estudo demonstra que a diversidade das comunidades microbianas do solo afeta o funcionamento dos sistemas terrestres

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Um estudo realizado por investigadores do Museu Nacional de Ciências Naturais (MNCBN) de Espanha, que pertence ao Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), comprovou como a estrutura das comunidades microbianas do solo afeta a capacidade dos ecossistemas para emitir CO2 e produzir formas de nitrogénio assimiláveis para as plantas.

Os resultados, publicados na revista “Frontiers in Microbiology”, demonstram a importância de conhecer a composição das comunidades microbianas do solo para melhorar as superstições sobre o efeito das mudanças climatéricas. O estudo vincula as funções ecosistémicas e a estrutura microbiana do chão ao nível global, desmontando a crença de que a diversidade das comunidades microbianas do solo não afetavam o funcionamento dos sistemas terrestres.

Jorge Curiel, investigador do MNCN, diz que o ecossistema do solo é dos mais diversos e desconhecidos. «Ao concluir a informação da composição das comunidades microbianas do solo – bactérias, fungos e outros micro-organismos –, temos observado melhorias significativas nos modelos preditivos dos ciclos de carbono e o nitrogénio, sobretudo nalguns processos chaves do metabolismo do nitrogénio que dependem de alguns grupos muito pouco diversos, como os organismos nitrificantes», continua Curiel Yuste.

Com este trabalho, os investigadores têm constatado a importância de entender a biodiversidade do solo e mais concretamente das comunidades microbianas que o habitam, pois já se comprovou que, conforme a sua abundância, composição e diversidade, as taxas de emissão de CO2 e de absorção e reciclagem de nutrientes podem ser afetadas.

«Os dados alertam-nos sobre a relevância de continuar a estudar s ecossistemas edáficos para afinar os resultados dos modelos preditivos que nos revelam como pode afetar as mudanças climáticas, entre outros fatores», conclui Curiel.

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Editor - Jefe de Redacción / Periodista sferreira@correiodevenezuela.com Egresado de la Universidad Católica Andrés Bello como Licenciado en Comunicación Social, mención periodismo, con mención honorífica Cum Laude. Inició su formación profesional como redactor de las publicaciones digitales “Factum” y “Business & Management”, además de ser colaborador para la revista “Bowling al día” y el diario El Nacional. Forma parte del equipo del CORREIO da Venezuela desde el año 2009, desempeñándose como periodista, editor, jefe de redacción y coordinador general. El trabajo en nuestro medio lo ha alternado con cursos en Community Management, lo que le ha permitido llevar las cuentas de diferentes empresas. En el año 2012 debutó como diseñador de joyas con su marca Pistacho's Accesorios y un año más tarde creó la Fundación Manos de Esperanza, en pro de la lucha contra el cáncer infantil en Venezuela. En 2013 fungió como director de Comunicaciones del Premio Torbellino Flamenco. Actualmente, además de ser el Editor de nuestro medio y corresponsal del Diário de Notícias da Madeira, también funge como el encargado de las Comunicaciones Culturales de la Asociación Civil Centro Portugués.

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