Altatribuna: «Em defesa própria»

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O termo “Em defensa própria” não precisa de grandes explicações, uma vez que se explica só por si. Recorro a ele para me referir ao facto de que não devemos nos esquivar das responsabilidades quando alguém nos ataca. E isto tem vindo a ocorrer desde há algum enquanto o silêncio cúmplice tem sido o protagonista desta história. O mais sensato e lógico é opor-se a esse ataque. Não faze-lo é simplesmente uma cobardia e torna-nos cúmplices do que se passa. Não é que eu seja muito valente, mas estamos perdendo o país que nos viu nascer. E a opção que nos resta não é precisamente calar-se. Creio que já é hora de desmascarar a quem exerce o poder. Já o escutamos alguma vez quando, palavras mais, palavras menos, Martin Luther King afirmava que: «O preocupante não é a perversidade dos malvados senão que a indiferença dos bons.» Frase tão vigente na Venezuela que mais bem parece haver sido pronunciada em referência a este país. A submissão e a tolerância exacerbada não é precisamente paciência, mais bem é uma idiotice e naturalmente o caminho mais cómodo. E isso é precisamente o que está ocorrendo aqui. Para que a monarquia francesa desse passo à república, houve necessidade de que as pessoas, o povo, tivesse que trocar as suas prendas mais valiosas de ouro e prata por um simples prato de comida. Para ali vamos, se não detivermos isto que macabramente nos acontece. Cada dia se torna mais insustentável viver nesta sociedade de cúmplices. A escassez de todo e a morte de todos vão de mãos dadas, e não me refiro às cadeias, sobrelotadas e governadas por ‘Pranes’, refiro-me a gente comum que faz mercado com o pouco que pode, fazendo longas filas uma vez que se inteirou de que chegou um dos produtos que estava esperando: azeite, arroz, paste de dentes, papel higiénico, Diovan, Pritol ou o que seja que necessitemos. As despesas vão pelo elevador e os salários pelas escadas.

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