Embaixadora da UE pede apoio da Venezuela para reduzir aquecimento global

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A embaixadora da União Europeia (UE) na Venezuela, a portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa, assinalou hoje o 5.º aniversário do Acordo de Paris sobre alterações climáticas e apelou aos venezuelanos a cooperar, para preservar os ecossistemas e reduzir o aquecimento global.

«Estamos muito longe da meta: o período 2016-2020 foi o mais quente já registado e a descida no nível de emissões vinculadas a episódios de confinamento, no contexto de uma crise pandémica (Covid-19), é temporária e não será suficiente para cumprir a meta», referiu a diplomata.

O apelo da diplomata foi feito através de um comunicado divulgado em Caracas, subscrito também pelos representantes diplomáticos e embaixadores de França, Portugal, Polónia, Itália, Países Baixos, Grécia, Alemanha e Espanha em Caracas.

«O objetivo do Acordo de Paris é reduzir as emissões de gases de efeito estufa e limitar o aquecimento global a 2°C ou mesmo 1,5°C até o final do século, em comparação com os tempos pré-industriais», explica.

O documento sublinha que «de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), ao ritmo atual de emissões de gases de efeito de estufa, o aquecimento (global) atingirá 4°C até o final do século».

Para «permanecer dentro dos limites de sustentabilidade, definidos no Acordo de Paris, as emissões precisarão ser reduzidas em 7,6% ao ano entre 2020 e 2030», explica, precisando que aquele acordo «foi o culminar de mais de vinte anos de discussões sobre o clima no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, adotada em 1992 no Rio».

O acordo também «estabelece um objetivo coletivo ambicioso, necessário à preservação dos ecossistemas planetários e das condições de vida das populações».

«Em dezembro de 2020, celebramos o que muitas vezes tem sido chamado de ‘espírito de Paris’, a mobilização excecional da comunidade internacional que levou à adoção do primeiro acordo climático universal. Todos olhamos para o futuro. E o futuro está em fortalecer os compromissos das partes do acordo, para que seus objetivos sejam alcançados», explica.

«O futuro está também na cooperação com atores não estatais», sublinha o comunicado que associa recentes incêndios nos EUA e os furações na América Central, ao reflexo de que entrámos «na era das consequências» do aquecimento global.

Segundo o documento a «Europa é líder contra o câmbio climático» e que o Conselho Europeu concordou em aumentar a redução das emissões de gases de 40% para 55% até 2030.

Por outro lado, «entre os muitos desafios que a Venezuela enfrenta, a mudança climática representa um desafio de primeira ordem, que, ademais, contribui para aprofundar a grave crise humanitária que atravessa o país».

«A Venezuela, que também aderiu ao Acordo de Paris, é o lar de um ecossistema espetacular e único desde a Cordilheira dos Andes, com o Pico Bolívar coberto de neve, até à floresta amazónica e às costas das Caraíbas, desde Falcón para o Delta do Orinoco, e não está isenta de ser afetada por vários fenómenos associados às mudanças climáticas», afirma.

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