Emigrantes (des)esperam por reembolsos da TAP

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Emigrantes e lusodescendentes denunciam atrasos e aguardam há seis meses pelo reembolso de viagens compradas à TAP. A mobilidade destes cidadãos entre Portugal e a Venezuela tem sido um verdadeiro pesadelo.

Os problemas de mobilidade são constantes para os emigrantes e lusodescendentes que residem na Venezuela e pretendem deslocar-se até à terra natal. A pandemia veio, em grande parte, agudizar a situação, mas os problemas entre a TAP e o Governo venezuelano são anteriores às restrições no espaço aéreo em consequência da pandemia.

Desde fevereiro de 2020 que a TAP não efetua voos regulares entre as capitais portuguesa e venezuelana. Ano e meio marcado por avanços e recuos. Os avanços levaram a que muitos arriscassem a aquisição de viagens. Já os recuos levaram a cancelamentos, atrasados, incerteza e espera em relação aos reembolsos.

É o caso de pelo menos quatro emigrantes conforme o JM pôde apurar.

Ao nosso jornal chegaram apelos e pedidos para que os pudéssemos ajudar a receberem de volta o dinheiro de passagens adquiridas para voos entre Caracas e Lisboa.

Quatro cidadãos que dividem residência entre a Venezuela e Miami adquiriram passagens em setembro de 2020. Iam viajar desde Caracas até Portugal com o sonho de voltar a ver a família.

Certo é que os voos foram cancelados.

Ynes Agrela, lusodescendente que procura receber o dinheiro, está desde fevereiro a tentar resolver a situação. Pediram a devolução de dinheiro dessas passagens. Em resposta, a TAP terá dito que em 3 meses fariam essa devolução.

No entanto, e passados seis meses, não chegou qualquer verba aos emigrantes e lusodescendentes prejudicados.

Os queixosos dizem ligar insistentemente para a transportadora aérea de bandeira portuguesa.

“A chamada acaba por cair dado que é o tempo de espera”, lamenta Ynes Agrela.

Recorde-se, a TAP deveria retomar as ligações regulares entre Lisboa e Caracas a partir do dia 2 de novembro. Os voos, iriam ter duas frequências semanais, e realizar-se-iam num A330-900neo de 298 lugares.

Conforme confirmado pelo JM, as reservas continuam disponíveis no site da transportadora, mas apenas para o mês de dezembro.

Os voos estão suspensos desde fevereiro do ano passado e estavam a ser operados em aviões da euroAtlantic Airways. A realização dos mesmos estará, como até ao momento, dependente da evolução da pandemia de covid-19 e das restrições do espaço aéreo português e venezuelano.

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