Energia fotovoltaica, uma solução

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Quantas vezes não ouvimos dizer bem das energias renováveis? Podia imaginar que sendo a China um dos países que mais contamina no mundo seja a nação que mais está a tirar proveito da energia fotovoltaica?

Pois bem, actualmente a China produz a quarta parte da energia solar no mundo, o que põe as metas dos governos de todo o mundo, bem longe da sua própria realidade. E na China, todos os anos encerram minas de carvão, com a única finalidade de incentivar os empresários a instalar mais painéis fotovoltaicos, que formam campos gigantes em regiões isoladas, como o deserto Gobi.

Tudo isto como parte do próprio desenvolvimento de uma das indústrias na qual os asiáticos têm mais sucesso, que é a produção de painéis fotovoltaicos, pelo que era de esperar que o mesmo país se tornasse o principal consumidor destes painéis, comprando a terça parte dos painéis fotovoltaicos que produzem.

Isto traduz-se numa simples regra de três, na qual se espera que nos finais deste ano, a nação asiática acumule 14 gigawatts de painéis solares do total de 55 gigawatts que se produzem em todo o mundo.

Ao contrário de países como os EUA ou a Alemanha, a China não instala os seus painéis solares, capazes de produzir um gigawatt no mesmo espaço que uma fábrica nuclear, em telhados de edifícios, mas sim na terra, organizando-os em campos gigantes, especialmente no deserto de Gobi.

Se há algo que não se pode negar é que todas estas medidas foram incentivadas pelo próprio governo chinês que inclusive introduziu o programa de tarifas bonificadas. Este plano consiste em que se possam pagar os geradores solares com a energia que produzem.

A contaminação na China é tão grande que inclusive o Sol se ocultou durante dias, em diferentes cidades, vivendo inclusive as chuvas ácidas, que tanto medo geram na população.

O segundo país onde mais cresceu este ano o desenvolvimento de energia solar é o Japão, que procura fontes de energia limpa depois da tragédia de Fukushima. A Índia é o terceiro país na lista, pelo que não deveríamos esperar, no resto do mundo, para activarmos estas tecnologias, sobretudo em países como a Venezuela, onde desfrutamos de sol cálido durante todo o ano.

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