Ensino do português deu um salto qualitativo e em números na Venezuela

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O ensino da língua portuguesa deu “um salto qualitativo” na Venezuela, onde registou um crescimento no número de estudantes, devendo ultrapassar em breve a meta de 10.000 alunos, disse o embaixador de Portugal em Caracas.

“Gostaria de partilhar convosco (…) a alegria que me dá constatar o crescimento e a expansão que o ensino da língua portuguesa tem tido nos últimos anos neste país”, disse João Pedro Fins do Lago.

“Para além do crescimento, que se traduz em números, houve um salto qualitativo [no ensino da língua]. O português já não é uma língua ensinada apenas no seio da comunidade portuguesa, mas passou igualmente a ser estudada um pouco por todo este país, pelos venezuelanos“, disse o diplomata.

João Pedro Fins do Lago precisou que atualmente há mais de 9.500 alunos de língua portuguesa em toda a Venezuela, dos quais aproximadamente 8.900 no ensino oficial, distribuídos por mais de 30 escolas, e cerca de 110 alunos têm aulas de português em regime extracurricular nas escolas venezuelanas.

“Destaco também a importância que as associações da nossa comunidade têm no ensino desta língua. Esta casa [Centro Português] em que estamos é, de resto, bom exemplo disso. Nelas, mais de 470 alunos aprendem a língua de Camões e de Fernando Pessoa“, disse.

O diplomata vincou: “Nunca antes tínhamos chegado tão longe em termos do número de alunos e de escolas onde se ensina o português. São números que nos dão a confiança de que em breve alcançaremos a meta nunca antes ultrapassada dos 10.000 alunos de português aqui na Venezuela”.

“E não é apenas no centralismo urbano das cidades, como Caracas e Maracay, mas também noutras e mais remotas regiões do país”, frisou.

Por outro lado, o diplomata alertou que “o número crescente de escolas interessadas na oferta da língua portuguesa exige planificação e muito trabalho junto das instituições de educação venezuelanas, sobretudo para a seleção de professores e para a elaboração de programas de ensino, já que o objetivo é que o ensino da língua portuguesa seja massificado por toda a Venezuela”.

“Para esse efeito, a difusão da língua portuguesa também deverá passar por um aumento do número de professores e de universidades venezuelanas que sejam capazes de abrir cursos de formação na área de português. Com mais professores, teremos certamente mais alunos de língua portuguesa e maior presença de Portugal nestas terras”, disse o embaixador.

O diplomata frisou que além da coordenação do ensino, a expansão local da língua portuguesa “muito deve às instituições da comunidade”, destacando o “particular contributo do IPC”.

“Na cidade de Clarines, estado de Anzoátegui, na escola Pedro António Medina, cerca de 650 alunos estudam a língua portuguesa. Esse feito deve-se ao IPC, em colaboração com a coordenação do ensino”, disse.

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