Escritores, biólogos, advogados e muito mais

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Há alguns autores que não concebem a vida sem escrever, como Nuno Júdice (Mexilhoeira Grande, 1949), que define a escrita como “algo fundamental, como respirar, algo que é parte da minha vida”. Há outros que partilham essa paixão com formas diversas de experimentar o mundos das letras, como o grande Jorge de Sena (Lisboa, 1919 – Califórnia, 1978), que era professor de literatura, tal como Ana Luísa Amaral (Lisboa, 1956); ou José Saramago (Santarém, 1922 – Lanzarote, Espanha, 2010) que trabalhou como jornalista, assim como Natércia Freire (Ribatejo, 1920); Fernando Pessoa foi tradutor, assim como José Bento (Estarreja, 1932).

Mas existem alguns que partilham a literatura com carreiras diferentes em todo o sentido da palavra, como o caso de Miguel Torga (Trás-os-Montes, 1907 – Coimbra, 1995), que era médico especialista em otorrinolaringologia; António Ramos Rosa (Faro, 1924 – Lisboa, 2013) que era reconhecido como desenhador; ou para ir mais longe, José Hipólito Raposo (São Vicente de Beira, 1885 – ib. 1953) que foi advogado, historiador e político.

Outros exemplos interessantes são Mário Cesariny (Lisboa, 1923 — id. 2006) que foi pintor representante do Surrealismo português; Vasco da Graça Moura (Porto, 1942 – Lisboa, 2014) foi advogado e político; Mia Couto (Moçambique, 1955) licenciou-se em Biologia; Susana Teles Margarido em Sociologia; Pedro Tamen (Lisboa, 1934) e Miguel Sousa Tavares (Porto, 1952) em Direito; Hélder Moura Pereira (Setúbal, 1949) em Filologia Germânica; Luís Quintais (Luena, Angola, 1968) em Antropologia; António Lobo Antunes (Lisboa, 1942) formou-se em Medicina com especialidade em Psiquiatria e Gonçalo M. Tavares estudou Educação Física e Arte, e é professor de Epistemologia na cátedra de Motricidade Humana.

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