«Estudar em Portugal é oportunidade única» para luso-venezuelanos

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O coordenador do Ensino da Língua Portuguesa na Venezuela afirmou hoje que estudar em Portugal é uma «oportunidade única» para lusodescendentes e venezuelanos, frisando que o sistema educativo português e as universidades portuguesas são reconhecidas mundialmente.

«Estudar em Portugal é uma oportunidade única para quem quiser viver num país com uma riqueza cultural e excelente qualidade de vida. Além disso, o sistema educativo português está muito bem organizado e algumas universidades são reconhecidas em todo o mundo», disse.

Rainer Sousa falava para uma centena de jovens luso-descendentes e venezuelanos, no âmbito da 5.ª Feira Educativa Europeia, organizada pela delegação da União Europeia na Venezuela, que teve lugar no Centro Cultural Chacao, em Caracas, e durante a qual foram apresentados 10 programas de diferentes tipos de estudos em países europeus.

Durante a sua intervenção, Rainer Sousa falou sobre o processo de admissão e da homologação de títulos, do reconhecimento do bacharelato venezuelano e de diplomas universitários para estudos de pós-graduação e bolsas de estudo.

O coordenador do ensino explicou que «os requisitos de admissão para as instituições educativas portuguesas dependem do nível académico e da área de estudo», especificando que os candidatos devem possuir um certificado equivalente ao ensino secundário e que os estrangeiros não provenientes de um país da União Europeia devem solicitar uma validação de estudos através do Ministério de Educação.

Rainer Sousa explicou que os estrangeiros podem também beneficiar do Estatuto de Estudante Internacional, que consiste num concurso especial para acesso e admissão a ciclos de estudos de licenciatura e mestrado em Instituições de Ensino Superior Portuguesas.

Por outro lado, precisou que na Venezuela existe uma grande comunidade portuguesa e consequentemente de cidadãos com dupla nacionalidade, que contam com o Estatuto de Contingente Especial de Emigração.

Também que podem pedir nos consulados-gerais um Certificado de Residência para Fins Universitários, o que lhes dá direito a vagas disponíveis com médias de notas mais baixas.

Sem esse documento, explicou, os interessados concorrem a uma universidade portuguesa como qualquer outro cidadão português que nasceu, viva e tenha estudado em Portugal.

Sobre os tipos de reconhecimentos de títulos, explicou que são três: o automático, o específico e o de diplomas.

«O reconhecimento automático não se aplica à Venezuela. Aplica-se apenas a cidadãos de outros países da União Europeia. Quem foi médico em Espanha ou França pode revalidar automaticamente a sua licenciatura em Portugal», explicou.

Segundo Rainer Sousa, o reconhecimento de diplomas pode ser para alguém que tem licenciatura, um mestrado ou especialidade, mas não está interessado em trabalhar profissionalmente nessa área.

O reconhecimento específico permite trabalhar profissionalmente na área que estudou na Venezuela.

Em todos os casos, frisou, está dispensada a tradução dos documentos para português.

Quanto às bolsas de estudo, Rainer Sousa explicou que são tratadas diretamente entre os interessados e as universidades.

Sobre as propinas e as residências, disse que os departamentos de Assuntos Sociais das universidades portuguesas têm em consideração a situação dos alunos que vão da Venezuela.

A 5.ª Feira Educativa deu a conhecer o programa europeu de intercâmbio e formação académica Erasmus+ e oportunidades de estudos na Alemanha, Espanha, França, Hungria, Polónia, Portugal, Suécia e Suíça.

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