Federação de Futebol da Venezuela baniu ex-selecionador acusado de assédio e abusos

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A Federação de Futebol da Venezuela baniu do desporto durante 20 anos o antigo selecionador da equipa feminina, Kenneth Zseremeta, acusado de assédio sexual e abusos físicos e psicológicos por 24 jogadoras.

Num comunicado divulgado na sexta-feira, a federação disse que a Comissão de Ética considerou Zseremeta “culpado de violar os artigos 23 e 24 do Código de Ética da FIFA”, que se referem a normas de não discriminação e de proteção da integridade física e mental.

Além de ser proibido de participar em qualquer tipo de atividade relacionada com o futebol na Venezuela, Zseremeta terá de pagar uma multa de 8.000 «unidades conversíveis» da federação, no espaço de 30 dias.

Também o preparador físico Williams Pino foi considerado culpado de violar o artigo referente à proteção da integridade física e mental, banido do futebol venezuelano por oito anos e multado em 8.000 «unidades conversíveis» da federação.

Um grupo de 24 jogadoras da seleção de futebol da Venezuela acusou em outubro Zseremeta e Pino de assédio sexual e abusos físicos e psicológicos.

Pouco depois da denúncia, o Ministério Público anunciou uma investigação a Zseremeta, que trabalhou com as seleções femininas do país entre 2010 e 2017.

Numa mensagem divulgada nas redes sociais, o grupo de 24 jogadoras acusou Zseremeta de assédio e abusos entre 2013 e 2017, e diz ter tomado a decisão de denunciar o caso para evitar que o técnico panamiano “faça mais vítimas no futebol feminino e no mundo”.

As jogadoras garantiram que, “entre o ano de 2013 e 2017, surgiram numerosas situações de assédio e abusos envolvendo Zseremeta, durante os treinos”, que causaram “inúmeros traumas e problemas psicológicos”.

O texto fez também menção ao caso de uma futebolista que, em 2020, admitiu publicamente ter sido abusada sexualmente pelo treinador desde os 14 anos, entre 2014 e 2017, abusos que terão tido como cúmplice o preparador físico Williams Pino.

As futebolistas pediram à FIFA, às confederações e às federações que não permitam que o treinador continue “a fazer vida no futebol feminino” e deixam uma garantia: “Não nos calaremos, mas precisamos do apoio de todos para proteger as futebolistas e criar uma cultura onde estejamos a salvo”.

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