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A marcação das eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) para Setembro próximo, possivelmente para o dia 6, segundo o secretário de Estado José Cesário, está a esbarrar com a oposição de muitos sectores das comunidades em Venezuela e noutros países onde vivem Portugueses e onde se organizarão listas candidatas. O Conselho das Comunidades Portuguesas é o órgão de consulta do Governo português em matéria de emigração. A oposição resulta sobretudo do pouco tempo que medeia até à data provável do acto eleitoral, na medida em que muitos eleitores estão de férias e outros não estão recenseados para exercerem o seu direito de voto. Para os críticos a data ideal seria no próximo ano, se quisermos ter umas eleições bem preparadas, com candidatos bem escolhidos e com o maior número possível de eleitores. É que a questão da representatividade desses conselheiros tem sido, ao longo dos anos, um defeito apontado em diversas vezes. E nada se ganha com listas feitas à pressa, nem com eleitos por número de votantes pouco expressivo. Esperemos que a ponderação exerça mais força que a vontade político-partidária de quem governa em fim de mandato. Afinal, para bem de todos, é preciso que tenhamos representantes fortes e com mandato expressivo. Se assim não for, as Comunidades Portuguesas correm o risco de terem conselheiros eleitos junto do Governo de Lisboa afectos a grupos restritos.

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