FotoFlash #859

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Uma espera que desespera …

Nos últimos dias apurou-se que a Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) começou a vender bilhetes para a rota Caracas-Lisboa a partir do mês de novembro, com uma frequência de dois voos semanais. Por meio de redes sociais e grupos de WhatsApp, os cidadãos expressaram a sua indignação por diferentes fatores. Em primeiro lugar, por iniciar uma venda para voos cuja realização dependerá única e exclusivamente da abertura de espaços aéreos, sem uma perspetiva clara de quando isto poderá ocorrer, o que lhes faz lembrar situações do passado recente em que os passageiros ficaram com os bilhetes em mãos aguardando a reativação da rota. Em segundo lugar, porque muitos não percebem como é possível a Venezuela abrir voos para outros países através de negociações entre governos e transportadoras, o que não acontece no caso de Portugal e da TAP. Em terceiro e último lugar, porque tudo parece apontar para uma abertura dos espaços aéreos antes do verão, a que os cidadãos se perguntam, se assim for, por que esperar até novembro? São situações que não se compreendem, especialmente se tivermos em conta que este tipo de decisões é mais político do que qualquer outra coisa. Estamos convictos de que, com força de vontade e diálogo, os aviões da TAP regressariam imediatamente ao Aeroporto Internacional de Maiquetía, independentemente do encerramento dos espaços aéreos… Incompreensível!

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