Fundação António Amaral: uma missão de apoio a alunos lusodescendentes na Flórida

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Entre as características mais distintas da diáspo­ra, a enorme capacidade empreendedora e o seu forte espírito de solida­riedade, são seguramente das que mais sobressaem no código genético das comunidades lusas espalhadas pelos quatro cantos do mundo.

Ao longo das décadas têm sido inúmeras as campanhas solidárias, as iniciativas de apoio e os gestos de altruísmo protagonizados, a título individual ou coletivo, pelos por­tugueses no estrangeiro em prol de causas, valores e pessoas, muitas delas concidadãos que por vicissitudes da vida encontram na generosidade de muitos compatriotas uma bússola e um porto de abrigo.

António e Maria Amaral, os rostos mais visíveis da Fundação António Amaral

Um desses exemplos de espírito so­lidário é o que no decurso dos últimos anos vários empresários portugueses da diáspora têm protagonizado ao nível da atribuição de bolsas de estudo a alunos lusodescendentes. Trata-se de uma ação benemérita que tem tido um papel essencial não só na promo­ção da cultura e língua portuguesa no mundo, como também na capacitação e valorização das comunidades portu­guesas, e na dinamização da partici­pação de jovens lusodescendentes no pulsar do movimento associativo.

Um dos exemplos paradigmáticos da dimensão e importância do apoio dos empresários da diáspora a alunos lusodescendentes é o que tem sido dinamizado desde a primeira década do séc. XXI pela Fundação António Amaral, em Palm Coast, cidade locali­zada no estado da Flórida, nos Estados Unidos da América.

Radicado há mais de meio século na América, o empresário no sector da construção e imobiliário Tony Amaral, benemérito e fundador da comunidade portuguesa de Palm Coast, instituiu em 2006 a Fundação António Amaral com a missão de atribuir bolsas de estudo a jovens de origem portuguesa na Flórida.

Há 17 anos consecutivos que a Fundação António Amaral, através do espírito empreendedor e ação so­lidária do emigrante natural de Ovar, entrega bolsas de estudo a alunos lusodescendentes na Flórida, tendo até ao momento, distribuído 237 bol­sas, no montante superior a 386 mil dólares.

Ainda no passado dia 23 de abril, a Fundação Antó­nio Amaral atribuiu no decurso de um encontro-convívio que juntou cerca de um milhar de luso-americanos, e que computou, entre outros, com a presença do Presidente da Câmara de Palm Coast, David Alfin, uma dúzia de bolsas de estudo a alunos de origem portuguesa na Flórida, num total de 30 mil dólares.

Uma missão e valores que perpassam outras áreas em prol da comunidade luso-americana, porquanto a Fundação Antó­nio Amaral tem apoiado ao longo dos anos, com milhares de dólares, diversas instituições na Flórida e em Portugal, assim como agregados carenciados que têm tido na generosidade da família Amaral uma bússola e um porto de abrigo.

Este exemplo paradigmático da dimensão e importância do apoio dos empresários da diáspora a alunos lu­sodescendentes, e outros que possam estar atualmente a ser dinamizados no seio das comunidades portugue­sas, relembra-nos a frase lapidar do filósofo Johann Fichte: “A língua de um povo é a sua alma”.

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