Fundação Círculo Nacional da Venezuela quer organizar festival de dramaturgia portuguesa

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A Fundação Círculo Nacional da Venezuela (FCNV) quer organizar um festival de teatro com dramaturgos portugueses, para dar a conhecer a cultura e tendências artísticas de Portugal, disse o diretor à agência Lusa.

“Queremos ver a possibilidade de organizar aqui um festival de teatro, de dramaturgia portuguesa, com quatro ou cinco dramaturgos portugueses de todas as épocas e encenar estas peças com elencos venezuelanos”, disse.

Nicky Garcia falava à agência Lusa a propósito da apresentação, em Caracas, da Companhia do Chapitô de Portugal, que levou ao Teatro Teresa Carreño uma versão local da tragédia do teatro clássico grego “Electra”, feita comédia.

O diretor da FCNV explicou ainda que também está a ser analisada a possibilidade de fazer “residências artísticas” que permitam aos atores do Chapitô de Portugal fazer um périplo pela Venezuela e que artistas venezuelanos visitem Lisboa.

Segundo Nicky Garcia, na Venezuela e em Portugal “há uma ideia muito generalizada” sobre os dois países, apesar de os portugueses fazerem parte da cultura e da vida diária dos venezuelanos.

“Todos os dias, de manhã, o café que bebo é preparado por um português e isso é muito significativo, mas ainda não fomos além disso. É importante conhecer a cultura portuguesa para além do fado. Ir além do que já sabemos, ver as novas tendências artísticas em Portugal”, disse.

No seu entender, a deslocação a Caracas do Chapitô permitiu “abrir uma ponte, de uma forma incrível” e a Venezuela está “a lançar as bases para a reforçar”.

“É um grupo muito importante, que tem uma similitude com a nossa fundação e que tem também uma escola de circo”, frisou Nicky Garcia.

Por outro lado, explicou que a FNCV tentou, em 2019 e em 2021, levar os artistas portugueses à Venezuela, iniciativa que foi dificultada pela quarentena preventiva da covid-19 no país.

“Assim que a quarentena se tornou mais flexível, o primeiro que pensámos é que tinha chegado o momento de trazer o Chapitô e unimos todas as forças nesse sentido. De facto, foi o primeiro programa internacional da reabertura do Teatro Teresa Carreño, o mais importante da Venezuela”, frisou.

Nicky Garcia explicou ainda: “Estamos desde há muito tempo a tentar trazer algo de Portugal” a Caracas. “Gostámos muito do Chapitô, pela proposta muito sincera que apresentaram, com uma técnica cénica incrível, com atores e atrizes que fazem um excelente trabalho e por tudo o que nos une» à comunidade portuguesa, referiu.

“Encontrámos no Chapitô muita proximidade e o espetáculo que apresentaram, o ‘Electra’, foi de primeiro nível, a nível internacional”, disse.

Nicky Garcia elogiou ainda, entre outras, “a cena muito equilibrada” como foi apresentada a peça ‘Eletra’, em particular o momento em que os atores portugueses utilizam os seus corpos e vozes para representar que estão num barco à vela.

“Nem eu mesmo, como produtor, esperava tanta recetividade do público, mas da recetividade entre artistas, dos integrantes do Chapitô. Pelo calor humana das equipas, tanto de Portugal como da Venezuela, tem sido muito importante para pensar no futuro”, disse.

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