Gémeos na mesma viagem que o pai Danny

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Danny foi a grande estrela portuguesa na Rússia, meteu o seu carimbo na Seleção Nacional com 38 internacionalizações e quatro golos, contemporâneo de Pepe quando este começou no Marítimo e de Cristiano Ronaldo já no Sporting.

Para o madeirense, que encerrou a carreira em 2018/2019 no clube que o deu a conhecer, há um orgulho que cresce e um sucesso em casa que irradia a felicidade. Os filhos Bernardo e Francisco, gémeos acabados de completar 18 anos, estão a bater à porta da equipa principal do Marítimo, já têm contrato profissional, estando o primeiro a ganhar bagagem já na seleção sub-18. Depois de terem ajudado na subida da equipa à 1.ª Divisão Nacional de juniores, o futuro augura-se próspero e Danny acredita que podem ser premiados com algo que o tocou na mesma idade, quando foi lançado por Nelo Vingada em 2001/2002.

«Estou muito feliz, principalmente porque estão a fazer o que gostam e tudo está a correr de feição. Acabaram de fazer 18 anos, têm o futuro pela frente. O Bernardo já é internacional sub-18 e apesar da idade já jogaram nos sub-23 e o Bernardo já chegou à equipa B. É passo a passo, até porque têm conciliado bem a escola e vão agora completar o 12.º ano», conta Danny, duplamente encantado por olhar para Bernardo e Francisco e entender que há uma linha genética no talento.

«Acho que os dois encaixam muito claramente no que eu era como jogador. Têm tudo a ver, um Francisco é um extremo puro, o Bernardo pode ser 10 ou segundo avançado. Parecem-se muito ao pai com a sua personalidade. As pessoas abordam-me na rua e dizem que os miúdos se assemelham em tudo a mim quando comecei. É bom perceber que me têm como ídolo e foram buscar características ao pai e com isso cada um fez o seu perfil», junta Danny, 548 jogos na carreira e 104 golos.

«São iguais em tudo. São gémeos verdadeiros, muito tranquilos. E com personalidade vincada no campo, sem medo, vão para cima dos adversários. Gostam de fazer tabelas, partilham uma visão muito apurada. Conhecem-se muito bem, têm os seus momentos. É tipo André Horta e Ricardo Horta», sentencia.

Ao lado de Danny, exatamente na mesma época, estreia-se também um jovem vindo do Brasil, que alinhava com ele na formação. Nada mais nada menos que o gigante Pepe, o central que é líder no FC Porto e na Seleção. «Ele começa comigo nos juniores. Eu subo ao plantel principal e ele também logo a seguir.

Mostrava qualidade e uma enorme personalidade dentro do campo. Esses valores e esse sentido profissional fizeram-no chegar onde chegou», elucida Danny, siderado com um alto rendimento que não se esgota.

«É obra, claro! São poucos os da idade dele que ainda apresentam este andamento. Gosta de estar bem, faz por isso, e por isso não deixa de estar a alto nível. Está a fazer outra época fantástica, vai ser campeão e ajudar muito a Seleção Nacional no Mundial. Não tenho dúvidas que está preparado para jogar facilmente mais uma temporada», garante Danny.

«Não há treinador ou adepto no mundo que não queira ter Pepe na sua equipa», sintetiza o madeirense, que também viu Pepe chegar ao Sporting logo depois de ele ser contratado. «É verdade. Eu chego e ele também vem por empréstimo. Queriam contratá-lo, mas não houve acordo nos valores. Passado um ano chega ao FC Porto e foi o que foi!» afirma o luso-venezuelano… que, precisamente, em Alvalade, assistiu in loco à explosão de Cristiano Ronaldo.

«Não há muito a dizer do Cristiano. Tudo nele é caráter e profissionalismo. Desde aquela altura, já mostrava isso. Não vai haver qualquer jogador igual a ele. É impossível aparecer outro igual!», curva-se Danny, reconhecendo a dimensão do astro como compatriota e madeirense. «Joguei com ele na Seleção Nacional, nos sub-21 e no Sporting. É uma relação de amizade para lá de sermos da Madeira. Conheço a família dele, gosto de todos, encontro-os algumas vezes. Se no mundo é idolatrado, na Madeira nem se fala. Cresceu de miúdo a dar sempre o máximo para ser o melhor. E conseguiu», louva Danny.

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