A imagem desta semana pertence a Eduardo Gageiro, e nela aparece o General Spínola, um homem de muita relevância em Portugal durante a década de 70 do século passado.

António de Spínola nasceu em Estremoz, Portugal, a 11 de Abril de 1910 e morreu em Lisboa a 13 de Agosto de 1996. Foi um político e militar português que ficou conhecido como o décimo quinto Presidente da República Portuguesa e o primeiro depois do golpe de Estado de 25 de Abril de 1974.

Spínola foi influenciado pelas ideias germânicas. Estudou na Alemanha e em 1941 participou no Cerco de Leningrado junto com outros voluntários lusitanos e a Divisão Azul. Em 1968, nomearam-no governador militar da Guiné-Bissau, e de novo em 1972, em pleno auge da guerra colonial.

Em Novembro de 1973, depois de voltar à cidade, foi chamado por Marcelo Caetano a tomar as rédeas do ministério do Ultramar, cargo que não aceitou por não estar de acordo com a intransigência governamental em relação às colónias.

A 17 de Janeiro de 1974, foi nomeado vice-chefe do Estado Maior das Forças Armadas por sugestão de Costa de Gomes.

No mês seguinte, publica ‘Portugal e o futuro’, onde mostra a sua postura sobre o problema colonial, defendendo que a solução passava por vias políticas e não pela continuação da guerra. Este livro gerou a rejeição do regime de Caetano, que pensava que a intervenção armada era a única solução para o conflito no continente africano.

Devido a isso, em Março, Spínola foi destituído como Chefe do Estado Maior, o que o aproximou ao Movimento das Forças Armadas, que planeava uma revolta armada contra o regime.

A Revolução dos Cravos estalou a 25 de Abril de 1974 e tomou rapidamente o controlo de todo o território nacional. Nessa altura, Spínola, como representante do Movimento das Forças Armadas, recebeu do presidente do Conselho de Ministros, Marcelo Caetano, a rendição do governo, assumindo os seus poderes públicos.

A sua relevância no início da democracia em Portugal foi reconhecida a 5 de Fevereiro de 1987 pelo Presidente Mário Soares, que o designou chanceler das Antigas Ordens Militares Portuguesas, condecorando-o também com a Grande Cruz da Ordem Militar da Torre e da Espada. Recebeu ainda a distinção de marechal do exército português.

Os seus restos mortais repousam na cripta dos generais, o mausoléu militar situado no Cemitério do Alto de São João, junto aos de Francisco da Costa Gomes e Manuel de Oliveira Gomes da Costa.

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