Governo da Madeira cria balcão ao investidor da Diáspora

Objetivo é facilitar o investimento de emigrantes madeirenses

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Nos dias 8 e 9 de agosto, o Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus, organiza o Fórum Madeira Global. Em entrevista ao Correio da Venezuela, Sérgio Marques aborda alguns dos temas que serão tratados no encontro.

O Governo Regional, através da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus, organiza no Funchal, nos dias 8 e 9 de agosto, o Fórum Madeira Global e o Conselho da Diáspora Madeirense. Qual é o principal objetivo desta iniciativa?

O Fórum Madeira Global pretende assegurar uma maior participação das nossas comunidades, promovendo o envolvimento mais ativo das gerações mais novas e da nova emigração qualificada, para permitir ao Governo Regional conhecer melhor o movimento e as dinâmicas migratórias. É um espaço de diálogo e debate, numa participação organizada das comunidades madeirenses dispersas pelo mundo.

O Governo Regional possui números concretos ou uma estimativa do número de pessoas que tem regressado à Madeira depois da situação da Venezuela?

Essa matéria é da competência do SEF – Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. No entanto, a informação que temos aponta para números dentro da normalidade e, a existir um aumento de regressos, este é residual. Desta forma, a realização do Fórum Madeira Global, nos dias 8 e 9 de agosto, será um espaço pertinente para perceber a tendência dos fluxos migratórios.

Que mecanismos têm sido acionados para apoiar os emigrantes e lusodescendentes que decidem regressar ao seu país? Há, em termos de investimento empresarial, algum tipo de incentivo de que possam beneficiar?

É articulado com  o Instituto de Desenvolvimento Empresarial a apresentação de soluções de incentivos que os emigrantes podem beneficiar. O Centro das Comunidades Madeirenses e Migrações (CCMM), tutelado pela Sesretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus, colabora com a Direção Regional de Inovação, Valorização e Empreendedorismo na criação de um balcão ao investidor da Diáspora, que tem como objetivo facilitar o investimento, na Região, de emigrantes madeirenses.

No âmbito social, há alguma política específica de ajuda aos emigrantes que queira destacar?

O CCMM tem, desde Março deste ano, um balcão que apoia os emigrantes, ou futuros emigrantes, o GRAME – Gabinete Regional de Apoio ao Madeirense Emigrante, que faculta todo o tipo de apoio e prestação de serviços em áreas tão distintas como orientação em termos de fiscalidade, saúde, documental, logístico e burocrático.

Qual é o papel do Centro das Comunidades Madeirenses e Migrações?

O CCMM é um organismo do Governo Regional com competências no relacionamento com o movimento migratório associado à Madeira, seja emigração, imigração, ou as “Casas da Madeira” no Continente e Açores. A este Centro, tanto recorrem pessoas que procuram emprego no estrangeiro como outras que pretendem obter informações acerca de familiares residentes nas comunidades. Também há quem procure o Centro para aferir a legalidade dos contratos de trabalho ou, ainda, para simplesmente obter uma segunda opinião. É prestado apoio nos mais variados aspetos, em articulação com as embaixadas, serviços consulares e outras entidades. A dinamização do movimento associativo da Madeira no mundo, a promoção do destino junto das comunidades madeirenses e o acompanhamento às comunidades de imigrantes residentes na Região, são outras das muitas valências deste serviço.

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