Governo venezuelano flexibiliza quarentena durante sete dias após estrito confinamento

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Foto: Cortesia

LUSA .- A Venezuela vai iniciar hoje sete dias de flexibilização da quarentena preventiva da covid-19, depois de três semanas de estrito confinamento devido ao aumento dos casos positivos e mortes associadas ao novo coronavírus.

“Esta semana será de flexibilização laboral e económica, o que não se flexibiliza são as medidas de biossegurança para proteger a família venezuelana”, anunciou o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, através da televisão estatal.

Segundo o Presidente da Venezuela, as últimas semanas, que foram de “quarentena radical” serviram para “deter o aumento que tinha a variante brasileira que tinha entrado com potência incrível, fazendo crescer os contágios».

Insistiu que os venezuelanos devem cuidar-se e que “na Venezuela a quarentena não é obrigatória”.

“Não há ‘toque de queda’ [estado de sítio]. É uma quarentena voluntária, consciente, que cada cidadão faz. Acredito que no país há cada vez mais consciência”, disse.

A Venezuela registou, segundo a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, 1.101 novos casos de pacientes com a covid-19 nas últimas 24 horas, 1.062 por transmissão comunitária e 39 importados (15 da República Dominicana, 15 do México, 7 do Panamá e 2 da Espanha).

Caracas, com 247 novos pacientes, é a região do país que registou mais casos, seguindo-se os estados de Yaracuy (154), Falcón (113), Miranda (112), Arágua (97), Zúlia (73), Carabobo (50), La Guaira (46), Bolívar (36), Cojedes (35), Monágas (27), Nova Esparta (23), Trujillo (18), Lara (18), Mérida (5), Amazonas (4), Portuguesa (3) e Barinas (1).

Nas últimas 24 horas faleceram 19 pessoas, 10 delas no estado de Miranda, 4 em Anzoátegui, 1 em Nova Esparta, 1 em Zúlia, 1 em Lara, 1 em Cojedes e 1 em Guárico.

Na Venezuela estão oficialmente confirmados 174.887 casos de covid-19. Há ainda 1.778 mortes associadas ao novo coronavírus, desde o início da pandemia.

O país recebeu meio milhão de doses de vacinas da farmacêutica estatal chinesa Sinopharm e 150 mil doses da vacina russa Sputnik V.

Há várias semanas que profissionais da saúde, ONGs e, mais recentemente, a Igreja Católica local apelam ao Governo venezuelano para comprar vacinas suficientes para imunizar a população perante o aumento de casos e mortes registadas desde março.

Segundo a imprensa local, a vacinação de cidadãos com mais de 60 anos começou na última quinta-feira através da plataforma Sistema Pátria, promovida pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Governo).

A Venezuela anunciou no sábado que adiantou 53,8 milhões de euros para comprar mais de 11 milhões de vacinas contra a covid-19, através do Fundo de Acesso Global para Vacinas Covid-19 (Covax).

“Já pagámos o adiantamento do mecanismo COVAX e temos os recursos completos para atender este compromisso”, anunciou a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante uma conferência de imprensa transmitida pela televisão estatal venezuelana.

De acordo com a Academia de Medicina da Venezuela, o país necessita de 30 milhões de vacinas para 15 milhões de pessoas, 3,5 milhões das quais para pessoal prioritário.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.929.563 mortos no mundo, resultantes de mais de 135,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.916 pessoas dos 827.494 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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