Altatribuna: «Gratas surpresas»

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Se há algo que as pessoas nunca devem perder é a esperança. Há que fazer com que ela seja nossa amiga. Irmã, pai, filha. Nossa cúmplice. Não abandona-la nunca na metade do caminho, nem sequer em jogos. Contar com ela todo o tempo. Algo assim como que um amuleto que criamos para nos ajudar nos momentos difíceis. Ela compreenderá que se em algum momento estamos tentados em deixá-la, pode tomar-nos pelos ombros, abanar-nos e fazer-nos compreender que sempre estará do nosso lado. Que pode tomar-nos pela mão e levar-nos em frente. E que é melhor andar com ela aconteça o aconteça. Por mais que a situação seja difícil e até pareça impossível, a vida pode dar-nos uma grata surpresa. A história está cansada de dar-nos lições, algumas bem felizes. Depois de haver apregoado as extraordinárias bondades do comunismo. A U.R.S.S. desmoronou-se sem se disparar um só tiro, simplesmente porque as mentiras têm as “patas curtas”. Era um império, mas sustentado sobre mentiras. Creio que a única maneira em que uma mentira pode ser sustentável, é quando só a conheçamos nós. Mais ninguém. E de isso tampouco estamos seguros. Em Cuba, a culpa é do capitalismo e do embargo económico. Os regimes totalitários ocultam os seus erros e atiram as responsabilidades sobre os mesmo para os outros. Isso também se passa com muita pessoas que não são capazes de reconhecer quando se equivocaram. Para mostra basta um botão. Na Venezuela o regime que detém o poder não é responsável de nada. Os responsáveis são: o império, a burguesia parasitaria, a guerra económica, a quarta república, as iguanas, os ‘guarimberos’, os sabotadores, a guerra bacteriológica, os ‘pelucones’, e assim do estilo. É um regime de sem vergonhas que não tem outra saída que não seja a gestão mediática das mentiras. É um muito triste realidade generalizada da que brevemente sairemos, havida conta já do fastidioso e do cansaço de toda a população venezuelana.

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